27 fevereiro 2017

Resenha: Persépolis


Autora: Marjane Satrapi
Editora: Quadrinhos na Cia.
Número de Páginas: 352
Ano: 2007
Avaliação☆☆☆☆

Sinopse: Marjane Satrapi tinha apenas dez anos quando se viu obrigada a usar o véu islâmico, numa sala de aula só de meninas. Nascida numa família moderna e politizada, em 1979 ela assistiu ao início da revolução que lançou o Irã nas trevas do regime xiita - apenas mais um capítulo nos muitos séculos de opressão do povo persa.Vinte e cinco anos depois, com os olhos da menina que foi e a consciência política à flor da pele da adulta em que se transformou, Marjane emocionou leitores de todo o mundo com essa autobiografia em quadrinhos, que só na França vendeu mais de 400 mil exemplares.Em Persépolis, o pop encontra o épico, o oriente toca o ocidente, o humor se infiltra no drama - e o Irã parece muito mais próximo do que poderíamos suspeitar.

Em Persépolis vamos conhecendo a história de vida de Marjane Satrapi onde ela retrata sua dura infância no Irã. Com os pais bem liberais se comparados com a sociedade iraniana da época, Marjane teve uma educação cheia de pensamentos políticos e diversas reflexões. 
Sua vida não foi nenhum pouco fácil, pois além da guerra esteve presente também o extremismo religioso, tudo era motivo para ter medo e mesmo com isso tudo Marjane mantinha-se firme em seus ideais. 

Devido a enorme proporção que a guerra ia tomando a cada dia, a jovem teria de ser enviada pelos pais para estudar em outro local, assim ela estaria protegida dos horrores que assolavam a população do Irã.
Marjane viu a guerra de perto, alguns parentes foram mortos, torturados e seus pais queriam que ela tivesse uma vida melhor. 

Aos quatorze anos quando foi enviada ao ocidente para estudar, mas nada foi muito fácil, pois passou apenas alguns dias na casa da amiga de sua mãe. Logo foi colocada para viver em outro local, e nisso cada vez mais sua vida foi ficando complicada.
Marjane está longe de casa e não consegue encaixar-se naquela realidade, aquele mundo parece estar distante do seu em todos os sentidos! Ela acaba sentindo-se cada vez mais perdida em seus valores e por fim depois de vários problemas ela decide voltar para o Irã.

Nessa leitura vamos conhecendo a crueldade da guerra do ponto de vista de uma criança que vai crescendo e não consegue adaptar-se em um mundo fútil. Que tipo de mundo liga para coisas tão triviais quando em algum lugar pessoas estão sendo torturadas até a morte por tentar lutar por seus ideais???
O livro é envolvente, os desenhos possuem traços simples e ainda assim conseguem cativar de forma bastante profunda. 
O exemplar tem uma ótima diagramação e essa leitura com certeza vale a pena para expandir não só o conhecimento, mas também para desmitificar alguns preconceitos. 


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