25 abril 2018

Resenha: A Mulher na Janela


Autor: A. J. Finn
Editora: Arqueiro
Número de Páginas: 352
Ano: 2018
Avaliação:  ☆☆☆☆
Sinopse: Anna Fox mora sozinha na bela casa que um dia abrigou sua família feliz. Separada do marido e da filha e sofrendo de uma fobia que a mantém reclusa, ela passa os dias bebendo (muito) vinho, assistindo a filmes antigos, conversando com estranhos na internet e... espionando os vizinhos. Quando os Russells – pai, mãe e o filho adolescente – se mudam para a casa do outro lado do parque, Anna fica obcecada por aquela família perfeita. Até que certa noite, bisbilhotando através de sua câmera, ela vê na casa deles algo que a deixa aterrorizada e faz seu mundo – e seus segredos chocantes – começar a ruir. Mas será que o que testemunhou aconteceu mesmo? O que é realidade? O que é imaginação? Existe realmente alguém em perigo? E quem está no controle? Neste thriller diabolicamente viciante, ninguém – e nada – é o que parece. "A Mulher Na Janela" é um suspense psicológico engenhoso e comovente que remete ao melhor de Hitchcock.

Anna Fox vive como uma reclusa a quase um ano. Após um grave acidente ela acabou desenvolvendo uma fobia que a mantém em casa e por causa disso Anna acaba passando seus dias conversando com estranhos na internet, jogando xadrez online, bebendo vinho e espionando seus vizinhos pela janela.

No passado, Anna trabalhava como psicologa infantil e era feliz em seu casamento. Mas, atualmente ela não conseguem nem sair de casa sem ter um ataque - ela sofre de agorafobia e está separada do marido.
Anna é completamente obcecada em espiar os vizinhos e quando uma nova família muda para a vizinhança as coisas começam a ficar muito estranhas. 

A mulher costuma beber grandes quantidades de vinho e mistura seus remédios com álcool. Então quando ela presencia algo horrível ninguém consegue acreditar nela. Afinal por que a policia acreditaria em uma mulher que estava completamente embriagada? Ela mal conseguia falar. 
Tudo leva a crer que a personagem estava alucinando, mas e se ela estiver certa? E se ela viu mesmo tudo aquilo acontecer? 

Nessa história o leitor precisa descobrir se aquilo aconteceu mesmo ou Anna estava apenas alucinando por causa da mistura de álcool e remédios.
Esse é um ponto interessante e até mesmo "frustrante" porque o leitor fica sem saber em quem ele deve acreditar. Anna não é uma narradora confiável, mas e se apesar de todo esse problema ele tiver mesmo presenciado um crime?

Depois disso vamos acompanhando a personagem tentando provar que não está imaginando coisas, ela não está louca e ela precisa descobrir o que diabos aconteceu naquela noite.
O leitor duvida não apenas de Anna como também dele mesmo, afinal tem algo muito errado nessa história. Será que eu deveria confiar nela? E se eu estiver errado e a Anna for apenas uma "maluca"?
Esse é um livro lento, a história vai sendo construída aos poucos e não temos muitas pistas, mas a medida que você vai lendo um leque de possibilidades vai surgindo.
Gostei muito como o autor conseguiu transmitir os sentimentos dos personagens e apesar de ter achado o final um pouco corrido, gostei da leitura. 

O livro possuí capítulos curtos e mesmo não sendo os meus favoritos, eles encaixaram perfeitamente nessa história. 
Gostei da escrita do autor. Foi a primeira vez que eu li algo dele, então vou ficar de olho para ler outros livros do mesmo no futuro. 
Não achei nenhum erro durante a leitura e adorei a capa.

Não é paranoia se está realmente acontecendo.

2 comentários

  1. Essa mistura de não saber se é real ou não é algo que me fascina em livros assim. Sabe, esse "acredito ou não?".
    Namoro este livro desde que vi a capa pela primeira vez e quando começaram as resenhas, vieram as comparações com A Garota no Trem(livro e filme que não curti).
    Daí senti um pouco de receio,mas entendi que Anna só tinha em comum com a outra personagem o lance da bebida.
    Quero muito poder conferir este livro e espero que seja breve.
    Beijo

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  2. Oi Alice,
    Ah, depois que confirmaram a Amy Adams na adaptação, agora estou mais curiosa ainda pra ler. E essa coisa dela ser reclusa, mexeu um pouco comigo. Adoro o gênero e me deixou muito curiosa.

    até mais,
    Nana - Canto Cultzíneo

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