Resenha: O Último Desejo - A saga do bruxo Geralt de Rívia

maio 13, 2020


Autor: Andrzej Sapkowski
Editora: Martins Fontes
Número de Páginas: 320
Ano: 2011
Avaliação:  4,5  ☆☆☆☆
Sinopse: Geralt de Rívia é um bruxo. Um feiticeiro cheio de astúcia. Um matador impiedoso. Um assassino de sangue-frio treinado, desde a infância, para caçar e eliminar monstros. Seu único objetivo: destruir as criaturas do mal que assolam o mundo. Um mundo fantástico criado por Sapkowski com claras influências da mitologia eslava. Um mundo em que nem todos os que parecem monstros são maus nem todos os que parecem anjos são bons.


Nesse primeiro livro vamos conhecer a vida de Geralt de Rivia, um famoso bruxo. Logo no começo da história temos uma princesa nascida de um relacionamento incestuoso, por causa disso a princesa está amaldiçoada e fadada a ser uma estrige. O rei está oferecendo uma recompensa de três mil ducados para quem conseguir fazer a grande proeza de tirar o feitiço da princesa, mas isso não é uma tarefa fácil. 
Geralt não foi o primeiro a aceitar o desafio, além das questões politicas envolvidas, temos a dificuldade da tarefa, mas Geralt escuta toda a história com calma e decide aceitar o serviço.

Ser um bruxo significa que você irá enfrentar muitos monstros que as pessoas sequer sonham que existem, monstros que até mesmo podem passar-se por humanos. Para tornar-se um bruxo a criança precisa ter um dom, mas isso não quer dizer que ela sobreviverá ao treinamento, aguentará as infusões, e todas as coisas que o corpo de um bruxo precisa; até mesmo os olhos são modificados para serem melhores que de um humano normal. 
Um bruxo não mata seres inofensivos, ele elimina criaturas que assolam vilas, que roubam crianças a noite, monstros que fazem coisas terríveis, mas claro que tudo isso por um preço. Geralt é um excelente assassino, mas tem um código de conduta que leva muito a sério e por isso, veremos muitas vezes ele não se meter em um luta, afinal nem sempre lutar é necessário, existem outras formas de vencer uma criatura sem recorrer ao assassinato. 

Os capítulos são intercalados, em um momento estamos vivendo uma grande aventura e em outro estamos com Geralt no santuário da deusa Melitele. Uma das sacerdotisas desse santuário é amiga de Geralt, ele sempre passa um bom tempo lá quando precisa se curar/descansar, mas Nenneke acredita que existe algo de muito errado com ele.
Geralt está demorando mais tempo para se curar do que antes, está com os reflexos mais lentos e por muitas vezes é quase morto, Nenneke deseja que ele faça algo contra isso, mas Geralt acaba sendo muito teimoso e sempre recusa o que Nenneke sugere.

Nessa leitura também temos um pequeno vislumbre de Yennefer e de seu relacionamento com Geralt, e também vemos Jarkier em alguns contos.
O livro contém diversos contos e assim como o seriado não vem contando a história de forma linear. A leitura flui facilmente e contém muitos diálogos, aos poucos vamos conhecendo um pouco sobre elfos, magia, portais, maldições, bruxos e todo o tipo de criatura que anda sobre a Terra.  
Eu já conhecia os jogos, mas nunca havia lido os livros, depois do seriado decidi que era hora de conhecer a história de Geralt e não me desapontei nenhum pouco.

Não me apaguei aos personagens nas páginas da mesma forma como me apeguei vendo o seriado, mas me envolvi bastante a ponto de desejar ler o segundo livro.
Levando em conta que a história tem sido contada através de contos, gostei muito do modo como foi conduzida. Espero que os próximos livros tenham mais detalhes e que aprofunde mais no universo/background dos personagens. 

O jeito como o autor escreve é muito interessante, o livro contém páginas e mais páginas de diálogos, palavras rebuscadas e um universo inteiro para desbravar. Pretendo continuar lendo a série e se der, em breve vocês lerão minha resenha do segundo livro.

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