Resenha: Eleanor & Park

agosto 22, 2020


Autora: Rainbow Rowell
Editora: Seguinte
Número de Páginas: 360
Ano: 2020
Avaliação:  ☆☆☆
Sinopse: Eleanor é nova na cidade. Com roupas inusitadas, cachos ruivos indomáveis e uma família problemática, ela sente que nunca vai conseguir se encaixar.Park senta sozinho no ônibus da escola. Sempre de camiseta preta, fones de ouvido e a cabeça enfiada num livro, acha que consegue passar despercebido.
Mas não para Eleanor.
Aos poucos, entre fitas cassetes gravadas, pilhas de histórias em quadrinhos e conversas até tarde da noite, Eleanor e Park se apaixonam.
Narrada durante o ano letivo de 1986, essa é a história de dois jovens de dezesseis anos que, mesmo sabendo que o primeiro amor quase nunca é para sempre, têm coragem e esperança suficientes para tentar.

Eleanor é nova na cidade e pelo visto sua vida na escola não será nada fácil. Assim que ela entra no ônibus escolar é recebida com apelidos e comentários sarcásticos. Eleanor usa roupas masculinas, gravatas e seu cabelo é ruivo e volumoso. Park acaba não gostando dela logo de imediado, mas as coisas mudam em pouco tempo. 

Com o passar dos dias Park começa a notar que Eleanor sempre olha os quadrinhos que ele está lendo no ônibus, e por isso vai passando as páginas bem devagar para que os dois possam ler juntos. 
Os quadrinhos e as músicas vão aproximando os dois, tanto que eles mal conseguem esperar para chegar o momento que irão sentar lado a lado no ônibus da escola.

Apesar de Eleanor ter feito um amigo, ela ainda continua sendo um grande alvo na escola e seus livros estão sempre sendo vandalizados com frases de cunho sexual, fora as brincadeiras de mau gosto que costumam pregar nela. 
Eleanor e Park tem histórias distintas, mas de alguma forma acabaram unindo-se em um amor que não conseguem controlar. Tudo para eles dois é muito intenso e qualquer coisa vira um grande drama (afinal, estamos falando de um romance adolescente).

Eleanor é uma garota forte, que tem que suportar um pai que simplesmente não está nem aí para nenhum dos filhos e vive sua vida bem longe deles com sua nova família. A mãe de Eleanor é submissa e prefere ficar com um homem agressivo do que pensar em largá-lo e não vamos esquecer do padrasto da garota, ele faz de tudo para transformar a vida de todos que moram com ele em um verdadeiro inferno. 
Park vem de uma família relativamente perfeita. Sua mãe é coreana, seu pai é um ex-militar, e mesmo depois de vários anos de casados eles dois ainda se amam profundamente. Park tem um irmão mais novo que é pouco explorado durante a leitura, mas que aparece de vez em quando.

Vou ser sincera, em alguns momentos cheguei a cogitar em abandonar a leitura, sei que estou lendo um romance adolescente e dramas existem aos montes, mas qualquer coisa era uma verdadeira tempestade em um copo d'água. Fora que Eleanor em diversas situações tem falas completamente desnecessárias, situações essas que a autora tenta equiparar o que Eleanor sofre com o tipo de preconceito que ela produz. 
Sei que trata-se de uma história que se passa nos anos oitenta, mas fiquei muito incomodada. 

Eleanor é exagerada demais em certos pontos e depois de ler o final fiquei completamente decepcionada. Ela passa boa parte da história suspirando por Park, mas colocando defeito em algumas coisas e praticamente dizendo que nada daquilo vai ser pra sempre e que em algum momento tudo vai acabar.
O final é corrido demais e jogado aos pressas em cima do leitor, fiquei até mesmo um pouco confusa e tive que reler para entender se seria aquilo mesmo. 

Demorei algum tempo para ler o livro, pois a sensação de abandonar estava enorme, mas persisti na história e me arrependi um pouco. O livro tem todo um romance "arrebatador" e termina da pior forma possível. No começo eu realmente estava empolgada, mas no final a frustração tomou conta.
Espero ler outros livros da autora, pois estou interessada em um universo fantástico que ela está escrevendo. No mais gostei da nova edição do livro e não encontrei erros enquanto lia.


“Segurar a mão de Eleanor era como segurar uma borboleta. Ou um coração a bater. Como segurar algo completo, e completamente vivo."⁣

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