dezembro 01, 2020

Resenha: Pistas Submersas

 


Autora: Maria Adolfsson

Editora: Faro Editorial

Número de Páginas: 368

Ano: 2020

Avaliação:  ☆☆☆☆

Sinopse: Na manhã seguinte ao grande festival das ilhas de Doggerland, norte da Escandinávia, a detetive Karen Hornby acorda em um quarto de hotel com uma ressaca gigantesca, mas não maior que os arrependimentos da noite anterior. Na mesma manhã, uma mulher foi encontrada morta, quase desfigurada, em outra parte da ilha. As notícias daquele crime abalam a comunidade. Karen é encarregada do caso, algo complexo pelo fato de a vítima ser ex-esposa de seu chefe. O homem com quem Karen acordou no quarto de hotel... Ela era o seu álibi. Mas não podia contar a ninguém. Karen começa a seguir as pistas, que vão desenrolando um novelo de segredos há muito tempo enterrados. Talvez aquele evento tenha origem na década de 1970... Talvez o seu desfecho esteja relacionado a um telefonema estranho, naquela primavera. Ainda assim, Karen não encontra um motivo para o assassinato. Mas, enquanto investiga a história das ilhas, descobre que as camadas de mistérios daquelas terras submersas são mais profundas do que se imagina.

Karen acordou com uma grande ressaca aquela manhã, como se não bastasse isso, ela despertou ao lado de seu chefe. Pelo visto dormir com seu superior após uma noite de bebedeira irá lhe assombrar por um bom tempo, mas isso não é o pior de tudo. 

Um crime horrível foi cometido, a ex-mulher de seu chefe foi encontrada morta e desfigurada naquela manhã. Karen acaba sendo encarregada do caso e seu chefe acaba tornando-se o principal suspeito da investigação. O ruim é que Karen pode ser o único álibi dele, mas isso acaba indo cada vez mais ladeira abaixo. 


Karen está disposta a desvendar o mistério que cerca o assassinato de Suzanne, por isso ela vai investigando cada vez mais o passado da vitima até encontrar segredos que a farão ser o alvo do assassino. 

Ela sente que a morte da vítima não foi ocasionada por um assalto, por isso vai mergulhando mais no mistério que envolve o assassinato e enquanto isso ela tenta de todas as formas limpar a reputação de seu superior, pois ela não acredita que ele seria capaz de cometer tal crime. 


A narrativa vai acontecendo de forma lenta, as pistas vão sendo apresentadas para que o leitor vá montado a história, tudo está lá, mas ainda assim não consegui descobrir quem era o assassino e sua motivação. O plot twist foi uma boa surpresa e apesar de me envolver com a leitura, achei um pouco arrastado, e isso me atrapalhou bastante. 

A narrativa é bastante imersiva, a personagem é forte e sabe muito bem envolver o leitor com sua força de vontade. Passei um pouco de raiva na leitura, pois Karen vive em um ambiente machista no trabalho; eu não imagino de onde que ela tirava forças para não agredir alguém dentro da delegacia, pois estava cheio de personagens detestáveis. 

Não espere muitas cenas de ação, o estilo da narrativa envolve mais busca de pistas e analises de provas, então fique ligado. 


A autora vai criando uma atmosfera misteriosa, envolvente e intrigante. Ela escreve de um jeito que vai entrelaçando a vida dos personagens durante sua narrativa, e isso me chamou bastante a atenção. 

Foi a primeira vez que tive contato com a escrita da autora e gostei, aguardo a continuação do livro. 

Dito tudo isso e sem dar spoilers, só tenho a dizer que não encontrei erros durante a leitura! 

Um comentário

  1. Além de ser um livro da Faro, que ajuda demais em suas edições, como tamanho da fonte e qualidade da diagramação, o gênero é um dos que mais amo.
    Este é um livro dos mais desejados e espero de coração, ter ele em mãos o quanto antes!!!!
    Beijo

    Angela Cunha Gabriel/O Vazio na flor

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