Lançamentos de Março: Companhia das Letras [2021]

 

Sinopse: De Abdias do Nascimento a Zeferina e Zumbi dos Palmares, 416 verbetes biográficos que encenam um reencontro do Brasil com a memória silenciada de milhões de pessoas negras que construíram sua história.
Nesta Enciclopédia negra, Flávio dos Santos Gomes, Jaime Lauriano e Lilia Moritz Schwarcz passam em revista o período da escravidão e do pós-abolição a fim de restabelecer o protagonismo negro em nossa história. E o fazem alcançando o que há de singular, multifacetado e profundo na existência particular de mais de quinhentos personagens.
São profissionais liberais; mães que lutaram pela alforria da família; ativistas e revolucionários; curandeiros e médicos; líderes religiosos que reinventaram outras Áfricas no Brasil, pessoas cujas feições foram apagadas pela história. Por isso, 36 artistas negros, negras e negres criaram retratos inspirados pelos verbetes desta enciclopédia, aqui reunidos em um belíssimo caderno de imagens.
Em um momento de produção e disseminação errática de informações, esta obra contribui para conformar um seguro repositório de experiências individuais e coletivas às quais ― como pessoas e como sociedade ― podemos recorrer em busca de inspiração e orientação.


Sinopse: Em Estranho familiar, os leitores de Zygmunt Bauman encontrarão um viés mais pessoal do homem que mudou nossa maneira de pensar o mundo moderno. E aqueles que acabam de descobrir esse engajado humanista terão em mãos uma síntese magistral de seu imenso legado.
Meses antes de falecer, Zygmunt Bauman recebeu em sua casa o jornalista suíço Peter Haffner para três longas conversas. Desses encontros surgiu este livro, no qual o grande sociólogo discorre sobre temas como história, política, identidade, judaicidade, moral, felicidade e amor.
Bauman descreve sua infância, o serviço militar no Exército Vermelho, a participação na Segunda Guerra Mundial e a expulsão da Polônia em 1968, oferecendo relatos íntimos de eventos históricos aos quais consagra suas finas percepções sociais e políticas. Ele fala sobre a perspectiva da morte com a propriedade de quem enfrentou na pele, como judeu polonês, a sociedade desregulada, fragmentada e individualizada da modernidade líquida, da qual se tornou teórico. Comenta os autores que desempenharam papel principal em seu pensamento, como Antonio Gramsci e Emmanuel Levinas. E destaca a importância da sociologia ― uma ciência cujo significado, em sua visão, é tornar o familiar estranho e o estranho familiar.


Sinopse: Em textos curtos e ilustrados repletos de curiosidades caninas, A história do mundo em cinquenta cachorros apresenta alguns dos acontecimentos mais memoráveis da história por meio das aventuras dos cães que os testemunharam (e algumas vezes até participaram deles).
Ninguém sabe ao certo quando os humanos domesticaram os cachorros, mas o fato é que, desde então, nós e os cães somos inseparáveis. Cachorros já foram bichos de estimação, companheiros, caçadores, trabalhadores, protetores, pragas, cobaias; sagrados, celebrados, temidos, odiados, amados e muito mais.
Este livro contém histórias desses muitos tipos de cachorro – umas verdadeiras, outras míticas e algumas que são um pouco de cada –, mas também histórias de pessoas. Cada relato da vida de um cãozinho contextualiza momentos essenciais do passado e os apresenta sob uma nova perspectiva.
A história do mundo em cinquenta cachorros é uma obra informativa e bem-humorada que compila alguns dos acontecimentos mais memoráveis da história de um jeito irreverente e inusitado. Ao mesmo tempo, é uma ode à espécie canina, a esses seres fiéis e amorosos que são nossos melhores – e mais antigos – amigos.




Sinopse: Klara, um Amigo Artificial com habilidades de observação impressionantes, estuda com cuidado o comportamento de todos que passam pela vitrine. Do lugar onde foi designada a ficar na loja, ela espera que uma dessas pessoas entre e a escolha como companheira. Contudo, quando surge a possibilidade de sua vida mudar para sempre, Klara é aconselhada a não apostar suas fichas na bondade humana. Neste novo livro, Kazuo Ishiguro examina o mundo moderno pelos olhos de uma narradora inesquecível. Com uma linguagem única e precisa, ele constrói um romance arrebatador sobre o significado do amor e do cuidado.




Sinopse: Depois de quase ser atingida por um carro em alta velocidade, Chloe Brown se deu conta de que seu obituário seria um tanto entediante. Para reverter essa situação, ela decide montar uma lista de atividades necessárias para finalmente "acordar para a vida".
Mudar assim não é nada fácil, mas, para sua sorte, Chloe encontra alguém que — mesmo a contragosto — pode ajudá-la nessa missão. Seu vizinho Red Morgan é um motoqueiro misterioso, que tem várias tatuagens e mais sex appeal que uma estrela de Hollywood.
No entanto, um acordo leva Chloe e Red a se aproximarem e perceberem que suas primeiras impressões um do outro estavam erradas. E que, mesmo com traumas do passado e receios quanto ao futuro, o amor nunca perde a chance de surpreender.



Sinopse: Lançado pela primeira vez em 1942, A Chave do Tamanho trouxe um assunto contemporâneo à sua época (e que infelizmente continua atual): a guerra. Na história, Emília está decidida a acabar de vez com a Segunda Guerra Mundial. Para isso, vai até a sala das Chaves para desligar a Chave da Guerra. Mas, atrapalhada como é, acaba desligando a Chave do Tamanho e encolhendo todos os seres vivos do planeta! Em sua esperteza e teimosia, porém, Emília vai dar um jeito de conseguir alcançar seu objetivo...
Esta edição de luxo, organizada por Marisa Lajolo, vem acompanhada por um texto introdutório que contextualiza o período da publicação do livro e debate as questões polêmicas relacionadas à obra de Monteiro Lobato. Traz também notas de rodapé em formato de diálogo entre as personagens, que explicam o vocabulário e os costumes do Brasil da década de 1940, além de ilustrações que reinterpretam a turma do Sítio e as figuras históricas retratadas.



Sinopse: Geoffrey Firmin, ex-cônsul britânico, vive na cidade de Quauhnahuac, no México. Seu mal-estar debilitante é a bebida, uma atividade que tomou conta de todos os aspectos de seu cotidiano.
No Dia dos Mortos de 1938, sua esposa, Yvonne, chega à cidade para tentar reatar o casamento, imaginando uma vida a dois longe do México e das circunstâncias que levaram seu relacionamento à beira do colapso. Contudo, sua missão se torna ainda mais difícil pela presença de Hugh, meio-irmão do cônsul, e de Jacques, um amigo de infância.
Enquanto Firmin se afoga em mescal, os demais personagens assistem, impotentes, sua trágica figura. Conforme o dia passa, fica claro que Geoffrey deve tomar uma atitude drástica.


Sinopse: Um livro que demonstra todo o talento de Stephen King, "Depois" é assustador e emocionante, e fala dos desafios de crescer e aprender a distinguir o certo do errado. Uma história poderosa, perturbadora e inesquecível sobre o preço de encarar o mal, não importa sob qual forma ele se esconda. James Conklin não é uma criança comum: ele vê gente morta. Com que frequência? Jamie não sabe bem; afinal, os mortos em geral se parecem muito com os vivos. Exceto pelo fato de que eles ficam para sempre nas roupas em que morreram, e são incapazes de mentir. Sua mãe implora para que ele mantenha essa habilidade em segredo, o que não é problema na maior parte do tempo. Pelo menos até Liz Dutton, a companheira de sua mãe e detetive do Departamento de Polícia de Nova York, aparecer na saída da escola e anunciar que precisa de ajuda. É assim que Jamie embarca em uma corrida para desvendar o último segredo de um falecido terrorista, e começa a jornada mais assustadora de sua vida. “Stephen King já está tão consagrado como o mestre do terror sobrenatural que às vezes esquecemos que o talento dele também cobre todas as outras áreas.” New York Times Book Review.

Sinopse: Nascido em 1875, o educador e historiador afro-americano Carter Godwin Woodson é um dos nomes mais influentes do estudo da educação norte-americana. Em A des-educação do negro, ele aponta problemas, elenca situações, mas também apresenta uma solução. Trata-se de uma espécie de programa que abrange os pontos fundamentais não apenas da educação escolar, mas também de uma educação ampla que pense outra forma de viver, um sistema que defenda os valores da história e da cultura negra.
Escritas em 1933, muitas das questões desta obra são válidas ainda hoje. Longe de ser um livro que fale somente sobre os Estados Unidos da época, as soluções aqui apresentadas lançam olhares sobre vários outros contextos sociais, culturais e políticos da diáspora negra. E essa análise, fantástica em sua precisão, apresenta a semente que precisa ser compreendida para entendermos os efeitos que reverberam nos dias atuais.


Sinopse: Com uma heroína imperfeita mas encantadora, Emma é frequentemente vista como a obra mais completa de Jane Austen. Agora, em uma nova adaptação para o cinema (com roteiro de Eleanor Catton e estrelando Anya Taylor-Joy), esta história cativante volta a conquistar inúmeros corações.
Emma Woodhouse, bonita, inteligente, rica e solteira, está perfeitamente feliz com sua vida e não vê necessidade de se apaixonar ou de se casar. Nada, no entanto, a agrada mais do que interferir na vida romântica dos outros. Mas quando ela ignora as advertências do sr. Knightley e tenta arranjar um marido para sua amiga e protegida Harriet Smith, seus planos ― tão cuidadosamente elaborados ― não saem como ela imaginava.
Com ironia e delicadeza, Jane Austen explora em Emma as responsabilidades sociais delegadas às mulheres, a falta de controle sobre o próprio destino e, claro, a força do amor.


Sinopse: Alma Guillermoprieto dedicou grande parte de sua carreira a cobrir conflitos e movimentos sociais por toda a América Latina. Ao longo de sua trajetória retratou em crônicas e reportagens a história de mulheres comuns, sobreviventes dos mais diversos tipos de violência.
Neste livro, ela reflete sobre sua própria posição como mulher e se questiona: Será que sou feminista? Sem a pretensão de ter todas as respostas, ela relata suas memórias quando jovem na machista sociedade mexicana e suas referências feministas; relembra encontros com líderes e ativistas; expõe sua visão da estrutura machista, racista e homofóbica que assassinou Marielle Franco; e tece ainda considerações a respeito do movimento #MeToo.
Ao mesmo tempo em que evoca experiências pessoais, Guillermoprieto faz uma releitura das lutas históricas das mulheres, destacando avanços tão significativos quanto a pílula anticoncepcional e o direito ao voto, sem nos deixar esquecer do caminho árido que ainda há pela frente.


Sinopse: Em 1817, Spix e Martius desembarcaram no Brasil com a missão de registrar suas impressões sobre o país. Três anos e 10 mil quilômetros depois, os exploradores voltaram a Munique trazendo consigo não apenas um extenso relato da viagem, mas também um menino e uma menina indígenas, que morreriam pouco tempo depois de chegar em solo europeu.
Em seu quinto romance, Micheliny Verunschk constrói uma poderosa narrativa que deixa de lado a historiografia hegemônica para dar protagonismo às crianças – batizadas aqui de Iñe-e e Juri – arrancadas de sua terra natal. Entrelaçando a trama do século XIX ao Brasil contemporâneo, somos apresentados também a Josefa, jovem que reconhece as lacunas de seu passado ao ver a imagem de Iñe-e em uma exposição.
Com uma prosa embebida de lirismo, este é um livro sem paralelos na literatura brasileira ao tratar de temas como memória, colonialismo e pertencimento.



Sinopse: Um thriller psicológico impressionante, que questiona o que uma família seria capaz de fazer para proteger seus membros e se a verdade é mais importante do que as aparências.
Uma adolescente é acusada de assassinar brutalmente um homem muito mais velho. O crime de Stella, filha de um casal adorado pela comunidade, beira o inacreditável. Só pode ser um terrível engano. Certo?
Adam é um pastor na igreja local, marido e pai devoto. Seu maior pesadelo começa quando Stella é presa pela polícia. Verdade e decência sempre foram seus princípios básicos, mas quando o futuro de sua filha está em jogo e as pressões sobre sua família aumentam, ele mostra que também tem um lado sombrio.
Presa em uma cela vazia, Stella começa a ver sua família e o mundo sob novas perspectivas. Ela teve um relacionamento com o homem assassinado, e esse não é o único segredo que está escondendo dos pais. Através de seu ponto de vista, descobrimos que seu dedicado pai é um homem controlador, e que seu maior interesse talvez não seja salvar a filha, e sim as aparências.
Já a mãe, Ulrika, é uma advogada de defesa, e pelos olhos dela acompanhamos o julgamento de Stella e o plano intrincado posto em jogo para protegê-la. Mas as apostas mais altas têm as quedas mais perigosas, e talvez Ulrika esteja sendo ambiciosa demais…
Uma narrativa construída de forma excepcional, Uma família quase perfeita faz as perguntas mais difíceis: quão bem você conhece seus filhos? Até onde iria para proteger quem você ama?


Sinopse: Recém-formado, em 1953 Frantz Fanon deixa a França para chefiar a ala psiquiátrica de um hospital na Argélia, encontrando um país em combustão social. No ano seguinte, eclode a guerra pela independência. Mergulhado na situação dramática vivida pelo povo argelino e africano em geral, ele adere ao movimento revolucionário como intelectual e militante da Frente de Libertação Nacional.
Por uma revolução africana é uma bússola do percurso de Fanon, oferecendo um panorama privilegiado do desenvolvimento de sua obra e de suas teses políticas, filosóficas e psicanalíticas. Escritos entre 1951 e 1961– anos decisivos em que produziu os clássicos Pele negra, máscaras brancas e Os condenados da terra – e agora reunidos nessa poderosa coletânea de artigos, ensaios e cartas, seus textos políticos dão prova da potência transformadora e original que fez de seus pensamentos e ações um modelo paradigmático do intelectual ativista.
Médico, filósofo político, teórico do colonialismo e das possibilidades de superá-lo, militante da independência africana, o psiquiatra martinicano foi antes de tudo um revolucionário, inspiração central para os movimentos negros e de direitos civis no mundo. Por meio de uma profunda análise da situação do colonizado – que pode diagnosticar através de sua experiência médica diária –, Fanon disseca a opressão imperialista e o efeito psicológico devastador causado pelo racismo, examinando questões como o panafricanismo, os sentidos da negritude na África e no Caribe e a atitude da esquerda francesa diante da Guerra da Argélia. Autor incontornável, Frantz Fanon nos dá as chaves para compreender os mecanismos da estrutura racista e colonial que segue nos assombrando.
O livro tem prefácio de Deivison Faustino, professor da Unifesp e especialista na obra de Fanon.


Sinopse: Passar o verão numa ilha remota não era o plano de Claudine Henry. Ela deveria estar viajando de carro com sua melhor amiga, aproveitando cada minuto antes de ir para a faculdade. Mas depois que seus pais anunciam o divórcio, o mundo dela vira de cabeça para baixo — e Claude vai parar nesse destino improvável, acompanhando a mãe que tenta se reconstruir depois da separação.
Ali, a garota não tem internet, sinal de celular ou amigos. Até que conhece Jeremiah. Com o espírito livre e um passado misterioso, a química entre os dois é imediata e irresistível. Enquanto vivem aventuras pelas praias, dunas e florestas, Claude e Miah tentam não se apaixonar — afinal, esse relacionamento tem os dias contados. Mas talvez viver esse romance seja exatamente do que Claude precisa para começar a escrever sua própria história.




Um comentário

  1. Adorei os lançamentos. Estou bem ansiosa para ler Sem Ar e Klara e o sol.
    As capas estão incríveis
    beijos
    https://www.dearlytay.com.br/

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