Conheça Butcher Boy: Infância Sangrenta [Editora Darkside]



Esse livro já foi adaptado para o cinema em 1998 pelo cineasta Neil Jordan (chamado no Brasil de Nó na Garganta) e inclusive ganhou o Urso de Prata no festival de Berlim. Nesse livro iremos ver que a crueldade não está destinada apenas para adultos. 

A Darkside escreveu um texto sobre 8 curiosidades do filme, caso alguém tenha interesse basta clicar aqui.

Sinopse: A infância é um período de descobertas, em que a imaginação corre solta. Em suas mentes, as crianças dão contornos de fantasia até mesmo aos aspectos mais monótonos e indigestos de sua realidade e, assim, transformam sua vida em aventura. Francis “Francie” Brady, o protagonista de Butcher Boy: Infância Sangrenta, tem essa imaginação poderosa que pode temperar a vida de uma criança, mas também algo a mais. Por trás de uma presumida fachada de inocência, se esconde um coração que pulsa com violência, revolta e indignação.
Neste perturbador romance, o escritor irlandês Patrick McCabe nos oferece uma reflexão sobre o poder insidioso do ambiente na construção da ética infantil. Submetido à uma situação opressiva devido a sua classe social, sua condição familiar e sua religião, o jovem Francie prova que as crianças, definitivamente, não ficam imunes ao mundo no qual estão inseridas. Assim como clássicos sobre a maldade infantil O Senhor das Moscas, de William Golding, Menina Má , de William March, e Fábrica de Vespas , de Iain Banks, Butcher Boy: Infância Sangrenta nos leva para um universo onde a crueldade e a sociopatia não são prerrogativas dos adultos.
Butcher Boy: Infância Sangrenta é um retrato panorâmico na história desse menino que acabou trabalhando no açougue abatendo porcos. O que seriam traquinagens e peças pregadas por crianças levadas aumentam o tom da falta de empatia quando executadas por Francis Brady.
Patrick McCabe entende a importância de dar voz aos excluídos, como o seu protagonista. Narrado em primeira pessoa pelo próprio Francie, o romance é um retrato panorâmico da vida, dos pensamentos e dos atos desse menino. Desprovido de empatia, mas não de humor, o fluxo de pensamentos de Francie guia o leitor pela Irlanda dos anos 1960, costurando passado e presente em uma trama que se constrói junto da personalidade do seu narrador.



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