Resenha: A rosa mais vermelha desabrocha

 


Autora: Liv Strömquist

Editora: Quadrinhos na Cia

Número de Páginas: 176

Ano: 2021 

Avaliação:  ☆☆☆☆

Sinopse: Podemos controlar o amor? O que realmente acontece quando ele acaba? Como o amor deixou de ser considerado uma força misteriosa para se tornar algo racionalmente explicável? Por que procuramos ser mais amados do que amar? Com muito humor e inteligência, e o título emprestado de um verso da poeta norte-americana Hilda Doolittle, A rosa mais vermelha desabrocha examina as engrenagens do amor nos tempos do capitalismo tardio. A partir de histórias como a de Sócrates, que traiu Alcibíades há mais de dois mil anos, ou a de Teseu, que abandonou a amada Ariadne de uma hora para outra na ilha de Naxos, e com a ajuda de Beyoncé, do filósofo Sören Kierkegaard, dos smurfs, da namorada alucinada de Lorde Byron, de Platão, de Jabba de Star Wars, e de outros especialistas na arte de amar, a artista sueca Liv Strömquist mais uma vez desconstrói mitos e se afirma como uma das quadrinistas mais relevantes da atualidade.
Nessa leitura veremos a forma como as relações afetivas foram mudando com o passar do tempo. Afinal, o amor é algo racionalmente explicável?
O leitor vai acompanhando argumentos consistentes com bases em filósofos e sociólogos, de modo engenhoso e divertido, a autora vai construindo uma narrativa interessante sobre o assunto.
Observamos tragédias amorosas como a de Lorde Byron e Hilda Doolitle, analisaremos uma letra de música da Beyoncé, e até mesmo constatamos que Di Caprio não conseguiu ter um relacionamento duradouro, mas tudo isso por quê? 

Estamos amando menos ou amando diferente?


Como consumidores, procuramos customizar ao máximo nossa experiência em determinado objeto afim de fazer com que ele se encaixe perfeitamente em nossas necessidades, e acabamos projetando isso nos relacionamentos; sempre queremos que alguém se encaixe nos nossos parâmetros. O ser humano coloca expectativas muito altas sobre o parceiro, fazendo com que isso seja apenas para satisfazer o seu ego. 
Por isso, nessa história em quadrinhos iremos debater nossa compreensão, concepção e vivência do que é o amor, tudo isso com a influência do “capitalismo tardio” (como é chamado na obra). 


Vamos acompanhando a retratação do amor através dos séculos, vemos a diferença entre homens e mulheres, tudo isso levando em conta aspectos sociais e monetários. 
A hq levanta debates importantes e até mesmo aponta que a visão patriarcal influenciou e ainda influência a nossa percepção sobre as expectativas de um relacionamento amoroso. 

Foi uma leitura muito interessante e envolvente. A autora tem um modo instigante de debater, trás argumentos plausíveis e é impossível largar a hq.
Esse é o segundo quadrinho da autora lançado pela Quadrinhos na Cia, é possível encontrar a resenha do primeiro quadrinho aqui no blog (Resenha - A Origem do Mundo).

A rosa mais vermelha desabrocha trás uma grande variedade de debates e com certeza vale a pena ser lido. Talvez alguma coisinha ou outra na leitura traga uma certa carga acadêmica, mas a autora explica muito bem o conteúdo, por isso talvez não seja um grande incomodo para os leitores que desconhecem determinados termos/assuntos. 





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