F Resenha: Corte de Névoa e Fúria | Seguindo o Coelho Branco

Resenha: Corte de Névoa e Fúria

setembro 23, 2021

 

Autora: Sarah J. Mass

Editora: Galera Record

Número de Páginas: 658

Ano: 2016

Avaliação:  ☆☆☆☆☆

Sinopse: O aguardado segundo volume da saga iniciada em Corte de espinhos e rosas, da mesma autora da série Trono de vidro. Nessa continuação, a jovem humana que morreu nas garras de Amarantha, Feyre, assume seu lugar como Quebradora da Maldição e dona dos poderes de sete Grão-Feéricos. Seu coração, no entanto, permanece humano. Incapaz de esquecer o que sofreu para libertar o povo de Tamlin e o pacto firmado com Rhys, senhor da Corte Noturna. Mas, mesmo assim, ela se esforça para reconstruir o lar que criou na Corte Primaveril. Então por que é ao lado de Rhys que se sente mais plena? Peça-chave num jogo que desconhece, Feyre deve aprender rapidamente do que é capaz. Pois um antigo mal, muito pior que Amarantha, se agita no horizonte e ameaça o mundo de humanos e feéricos.

Nesse segundo volume da série Feyre está passando por momentos muito difíceis, tudo aquilo que aconteceu sobe a montanha volta para assombra-la em seus sonhos, ela costuma acordar gritando ou com vontade de vomitar. Se Tamlin ouve seu sofrimento não parece se importar, pois ele costuma ficar parado deitado na cama enquanto ela sofre por horas. Tamlin também tem sofrido em silêncio, mas não deseja que Feyre o ajude.
Enquanto isso acontece, o povo das fadas começa a se reerguer, eles veem Feyre como a quebradora da maldição e por mais que ela deseje ajudar com qualquer coisa que seja, todos acreditam que ela já fez o suficiente sob a montanha, fora que Tamlin não acha que seja adequado para ela ajudar, ela deveria se concentrar em vestir roupas bonitas, voltar a pintar e pensar no seu casamento.

Feyre mal come, mal dorme e está completamente afundada em tristeza e desespero, planejar o casamento não é algo que a faria feliz, mas se é isso que eles querem que ela faça, é isso que ela fará! Feyre se esforça para agradar Tamlin e Ianthe, a nova sacerdotisa que está morando na corte primaveril e está ajudando Tamlin a reconstruir toda a devastação que seu povo sofreu. Ela não viveu os terrores sob a montanha, na verdade estava longe de tudo e para muitos ela é apenas uma parasita, mas Tamlin acredita que Ianthe deseja ajudar os féericos a se reerguer. Feyre nunca teve uma amiga de verdade, então começa a se esforçar para agradar Ianthe.
O dia do casamento de Feyre está se aproximando e seu estado mental continua o mesmo, sem contar que ela ainda está presa a Rhys e o pacto que firmou com ele quando estava sob a montanha, as tatuagens em sua mão provam que o pacto está ali e ele pode ser cobrado a qualquer hora. 

Rhys passou meses em silêncio, meses sem cobrar o favor que Feyre lhe deve, mas depois de ouvir seus pensamentos desesperados durante a cerimônia de casamento, Feyre é levada embora para a corte noturna. Depois disso, Rhysand começará a cobrar o pacto, de tempos em tempos Feyre irá passar um tempo com ele na corte noturna e ninguém pode fazer nada contra isso, então mesmo contra a sua vontade Feyre começa a dividir sua vida entre a corte de Tamlin e a corte de Rhys. 

No começo não entendemos qual a real intenção de Rhys, mas com o passar do tempo o leitor vai entendendo a situação em que o mundo das fadas se encontra e pequenos detalhes começam a surgir, esses detalhes fazem com que Feyre perceba que talvez seu amor por Tamlin seja carência, afinal ele foi uma das poucas pessoas que lhe estendeu a mão, para alguém que foi humilhada e desprezada a vida toda, uma migalha de carinho pode ser confundida com amor. 
Feyre está a cada dia mais radiante, o tempo que ela passa na corte noturna aprendendo sobre o mundo e seus poderes a está fazendo bem, e mesmo que a tensão sexual exista entre ela e Rhys, a garota se mantém fiel a ideia que ficar com Rhys seria trair Tamlin (mesmo depois do que ocorreu na Corte Primaveril), por isso ela luta constantemente contra seus sentimentos. A medida que o livro vai passando percebemos a verdadeira face de Tamlin!

Enquanto Rhys ajuda Feyre com os pesadelos, ensina ela a ler e vai ajudando-a com seus poderes, o leitor começa a descobrir segredos profundos sobre a corte noturna. Segredos esses que foram guardados por muitos anos, talvez Rhys não seja o grã-senhor cruel e sanguinário que todos pensam. Talvez ele seja só um homem que fez de tudo para proteger seu povo dos horrores e das torturas, um homem quebrado que faria qualquer coisa para proteger seus amigos e todos aqueles que estão sob sua proteção!

Somos apresentados nesse livro ao círculo intimo de Rhys, pessoas poderosas que lutaram guerras épicas, com dons incríveis e que fariam qualquer coisa por seu grão-senhor. Cada personagem tem suas peculiaridades, seus motivos e é impossível não se apaixonar por todos eles, até mesmo pela rabugenta Amren, uma criatura que anteriormente não era féerica, mas transformou-se em uma e mantém seu verdadeiro poder completamente contido. 

Esse livro foi um verdadeiro tombo para mim, pois no primeiro o leitor vem completamente apaixonado por um personagem, mas ao finalizar essa leitura percebi o quanto eu fui cega. 
A autora aborda vários temas como depressão, relacionamentos abusivos, abuso sexual, dentre outras coisas. A escrita da autora está bem madura e vemos a enorme evolução da Feyre, um personagem que sou  apaixonada e a cada momento vem mostrando que vai lutar pelo que deseja, que protegerá quem for não importando as consequências e tem uma mania inconsequente de querer enfrentar tudo sozinha para poupar os outros, mesmo que isso seja perigoso. 

Foi um livro muito bom, envolvente, divertido e apaixonante. Realmente não esperava que a história tomaria esse rumo e com um final imprevisível (culminando em mais conflitos entre os féericos e uma possível guerra), o leitor se vê desesperado para ler a próxima leitura. 
São tantos personagens carismáticos, cruéis e interessantes, que é impossível citar todos e por ser uma história muito longa é possível que eu acabe dando muitos spoilers, mas uma coisa é certa, esse segundo livro é superior o primeiro!




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