20 maio 2015

Resenha: O Restaurante no Fim do Universo


Autor: Douglas Adams
Editora: Sextante
Número de páginas: 176
Ano: 2010
Avaliação☆☆☆☆☆
Sinopse: O que você pretende fazer quando chegar ao Restaurante no Fim do Universo? Devorar o suculento bife de um boi que se oferece como jantar ou apenas se embriagar com a poderosa Dinamite Pangaláctica, assistindo de camarote ao momento em que tudo se acaba numa explosão total?A continuação das incríveis aventuras de Arthur Dent e seus quatro amigos através da Galáxia começa a bordo da nave Coração de Ouro, rumo ao restaurante mais próximo. Mal sabem eles que farão uma viagem no tempo, cujo desfecho será simplesmente incrível.
O segundo livro da série de Douglas Adams, que começou com o surpreendente O guia do mochileiro das galáxias, mostra os cinco amigos vivendo as mais inesperadas confusões numa história cheia de sátira, ironia e bom humor.
Com seu estilo inteligente e sagaz, Douglas Adams prende o leitor a cada página numa maravilhosa aventura de ficção científica combinada ao mais fino humor britânico, que conquistou fãs no mundo inteiro. Uma verdadeira viagem, em qualquer um dos mais improváveis sentidos.

No segundo volume da trilogia de cinco do guia dos mochileiros, nos deparamos com uma situação muito inusitada, afinal quem é que já teve uma refeição no restaurante do fim do universo e pode assistir a destruição do mundo? Pois é, muita coisa para se pensar, não é?
O interessante não é onde achar o restaurante e sim quando achar, pois para isso você deve viajar no tempo e os personagens acabam indo para esse lugar após um pedido de Zaphod para sua nave que os leva até o restaurante mais "próximo".
Existe uma teoria que diz que, se um dia alguém descobrir exatamente par a que serve o Universo e por que ele está aqui, ele desaparecerá instantaneamente e será substituído por algo ainda mais estranho e inexplicável.
Para quem não leu o primeiro livro o personagem Arthur Dent foi salvo segundos antes da Terra explodir, e claro ele não sabia que um de seus amigos era um Mochileiro das Galáxias que estava na Terra com a missão de estudar o planeta para escrever sobre ele.

O que é mais interessante no livro de Douglas Adams é o modo como ele usa a ironia em aventuras loucas pela galáxia que faz o leitor refletir sobre diversas coisas e nada ao mesmo tempo.
O livro continua com as tiradas do robô pessimista e fofo que é o Marvin, os sentimentos de Arthur pela Trillian (sem falar no jeito desesperado dele em situações complicadas) e as confusões que Zaphod acaba atraindo para ele e os outros personagens. Claro não poderia deixar de citar Ford que é uma metamorfose ambulante e completamente louca em alguns momentos. 
"Se você fez seis coisas impossíveis esta manhã, por que não terminar seu dia com uma refeição em Milliways, o Restaurante no Fim do Universo?
O livro vale a pena? Com certeza mesmo que você se sinta perdido durante essa leitura fique sabendo que: Precisa perder-se para achar lugares que não podem ser achados, do contrário, todos saberiam onde ficam! (Já dizia o Capitão Barbosa em Piratas do Caribe).
O único detalhe é que esse meu velho ego tentou manter-se no controle deixando ordens no parte do meu cérebro que ele bloqueou. Pois bem, eu não quero saber, e não quero ouvir essas ordens. Essa é minha escolha. Não vou servir de fantoche para ninguém, sobretudo não para mim mesmo! "
Infelizmente não posso falar muito sem dar spoiler, mas esse livro faz as coisas ficarem mais loucas e interessantes, fazendo com que o leitor fique preso do início ao fim.
Lembre-se de não entrar em pânico, pegar sua toalha e embarcar nessa leitura, mas fique com algo em mente: as vezes aquele cantor que você admira e que já faleceu há algum tempo pode não estar morto e sim apenas comendo uma bela refeição no restaurante no fim do universo!

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