28 junho 2017

Resenha: Outros Jeitos de Usar a Boca


Autora: Rupi Kaur
Editora: Planeta
Número de Páginas: 208
Ano: 2017
Avaliação:  ☆☆☆☆☆
Sinopse: 'outros jeitos de usar a boca' é um livro de poemas sobre a sobrevivência. Sobre a experiência de violência, o abuso, o amor, a perda e a feminilidade. O volume é dividido em quatro partes, e cada uma delas serve a um propósito diferente. Lida com um tipo diferente de dor. Cura uma mágoa diferente. Outros jeitos de usar a boca transporta o leitor por uma jornada pelos momentos mais amargos da vida e encontra uma maneira de tirar delicadeza deles. Publicado inicialmente de forma independente por Rupi Kaur, poeta, artista plástica e performer canadense nascida na Índia – e que também assina as ilustrações presentes neste volume –, o livro se tornou o maior fenômeno do gênero nos últimos anos nos Estados Unidos, com mais de 1 milhão de exemplares vendidos.

O livro é composto de diversos poemas que tem o intuito de tocar o leitor e fazê-lo refletir.
Divido em quatro partes os poemas caminham em: dor, amor, ruptura e cura, e de acordo com cada tema vamos vendo abordagens diferentes nos poemas. 

Na dor acompanhamos relacionamentos abusivos, onde eles podem ser tanto de parentes como de pessoas fora do âmbito familiar. Vamos vendo como atitudes abusivas podem comprometer a saúde mental do ser humano dentre outras coisas. 
No amor vamos acompanhando momentos sexy's que vão de inocência a verdade crua sobre o sexo. Essa foi a parte que mais gostei, pois mostra diversas facetas do amor de forma bem real com uma pitada poética. 

Na ruptura vamos acompanhando poemas de sofrimento, saudade e até alivio. E na última parte, a cura, vamos acompanhando vários assuntos que para a sociedade é um verdadeiro tabu e nos mostra como demonizamos o corpo da mulher de diversas formas.

O livro tem uma leitura muita rápida devido ao tamanho dos poemas, o que fez com que eu acabasse de ler em menos de uma hora. Os assuntos são abordados de forma sútil, rápida e verdadeira, mas nem por isso deixam de ser profundos. 
Foi uma leitura bastante reflexiva e fiquei encantada com o fato de ter gostado tanto do livro. 
Não achei qualquer erro durante a leitura, o livro possuí uma diagramação maravilhosa e gostei muito do cuidado que a editora teve com esse exemplar. 

Eu não sei o que é viver uma vida equilibrada. Quando fico triste eu não choro, eu derramo. Quando fico feliz, eu não sorrio, eu brilho. Quando fico com raiva, eu não grito, eu ardo! A vantagem dos sentidos extremos é que, quando eu amo, eu dou asas. Mas isso talvez não seja uma coisa tão boa, porque eles sempre vão embora. E você precisa ver, quando quebram meu coração eu não sofro, eu estilhaço.

Um comentário

  1. Alice!
    Gosto muito de poemas.
    E pelo visto o autor conseguiu trazer uma lógica para os poemas, mostrando cada fase do que podemos encontrar no amor de maneira bem abrangente.
    Gostei!
    “Como eu não tenho o dom de ler pensamentos, eu me preocupo somente em ser amigo e não saber quem é inimigo. Pois assim, eu consigo apertar a mão de quem me odeia e ajudar a quem não faria por mim o mesmo.” (Desconhecido)
    Cheirinhos
    Rudy
    TOP COMENTARISTA DE JUNHO 3 livros, 3 ganhadores, participem.
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/

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