Resenha: Príncipe Mecânico - As Peças Infernais

março 01, 2020


Autora: Cassandra Clare
Editora: Galera Record
Número de Páginas: 406
Ano: 2013
Avaliação:  ☆☆☆☆☆
Sinopse: Tessa Gray não está sonhando. Nada do que aconteceu desde que saiu de Nova York para Londres (ser sequestrada pelas Irmãs Sombrias, perseguida por um exército mecânico, ser traída pelo próprio irmão e se apaixonar pela pessoa errada) foi fruto de sua imaginação. Mas talvez Tessa Gray, como ela mesma se reconhece, nem sequer exista. O Magistrado garante que ela não passa de uma invenção. Para entender o próprio passado e ter alguma chance de projetar seu futuro, primeiro Tessa precisa entender quem criou Axel Mortmain, também conhecido como Príncipe Mecânico.

Príncipe Mecânico é o segundo livro da trilogia As Peças Infernais, nessa trilogia encontraremos a história dos caçadores de sombras e membros submundo. Vale lembrar que essa história acontece antes da série Os Instrumentos Mortais
Nesse segundo livro Tessa terá de lidar com as consequências dos acontecimentos do livro anterior. Seu irmão nunca foi quem ele disse ser, ela não sabe exatamente o que é, afinal mudar de forma não é algo feito naturalmente por caçadores de sombras e ela não tem marca nenhuma que comprove que é um membro do submundo [feiticeiro, fada ou qualquer outra coisa], como se não bastasse tudo isso, Tessa está envolvida em um triângulo amoroso complicado. 

Benedict Lightwood se opõe veementemente a liderança de Charlotte Branwell, a mesma lidera o instituto de Londres - onde Tessa está morando atualmente. Então ele decide propor um desafio para ela, a fim de comprovar que Charlotte não é digna de liderar o instituto, caso a mesma falhe ele e sua família irão liderar o local.
Sendo assim ... Charlotte, Tessa e todos os moradores do instituto tem o prazo de algumas semanas para resolver os problemas que envolvem Nate e Mortain.

Tessa terá o treinamento básico dos caçadores de sombras juntamente com Sophie, enquanto isso Charlotte tenta de tudo para resolver esse grande mistério que envolve Mortain e seu desaparecimento. Ele tem o objetivo de destruir os caçadores de sombras, mas por quê?
A medida que a investigação vai avançando, várias perguntas começam a serem respondidas, mas outras também vão nascendo.
Em meio a traições de amigos próximos, maldições, amores sendo correspondidos e varíola demoníaca, o segundo livro da trilogia é empolgante e cheio de revelações.

Jem Carstairs infelizmente continua doente e nada fará com que ele melhore, uma cura ainda não foi encontrada e a droga que o mantém vivo está começando a sair de circulação, trata-se apenas de uma questão de tempo até que ele venha a falecer. Mas, no momento ele só consegue pensar em como está apaixonado por Tessa, o que não seria um grande problema se seu parabatai também não sentisse o mesmo. O triângulo amoroso é interessante e você consegue entender a confusão de Tessa em escolher entre eles. 

Nesse livro descobrimos o motivo do mal comportamento de Will e infelizmente é de partir o coração, eu entendi completamente seus motivos, mas quando tudo acaba desmoronando diante de seus olhos e ele compreende que não precisa agir daquele jeito, que ele pode ser diferente, é aí que as coisas começam a piorar. O livro vem trazendo uma grande carga de sentimentos, eu fiquei extremamente envolvida com todos os personagens e seus dramas.

Apesar de algumas descobertas, o livro ainda precisa fechar algumas pontas soltas, por isso estou ansiosa pela leitura do final da trilogia e curiosa com o destino de alguns personagens, pois já li a série instrumentos mortais e quero muito descobrir como alguns personagens foram parar em determinadas situações.
O livro é muito bem humorado, carregado de vulnerabilidade emocional e com uma dose de aventura, foi uma leitura muito agradável.

Li a versão em inglês, mas dei uma olhada rápida na versão digital em português, contudo não posso falar nada sobre a edição física.
Inclusive pretendo adquirir os livros em português para completar minha coleção sobre o universo dos caçadores de sombras 💛

Pois se não há ninguém no mundo que se importe com você, será que você existe?


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