Resenha: Lady Killers - Assassinas em Série

novembro 10, 2020

 


Autora: Tori Telfer

Editora: Darkside 

Número de Páginas: 384

Ano: 2019

Avaliação:  ☆☆☆☆

Sinopse: As mulheres mais letais da história em uma edição igualmente matadora.

Quando pensamos em assassinos em série, pensamos em homens. Mais precisamente, em homens matando mulheres inocentes, vítimas de um apetite atroz por sangue e uma vontade irrefreável de carnificina. As mulheres podem ser tão letais quanto os homens e deixar um rastro de corpos por onde passam — então o que acontece quando as pessoas são confrontadas com uma assassina em série? Quando as ideias de “sexo frágil” se quebram e fitamos os desconcertantes olhos de uma mulher com sangue seco sob as unhas?

Prepare-se para realizar mais uma investigação criminal ao lado da DarkSide® Books e sua divisão Crime Scene®. Esqueça tudo aquilo que você achava que sabia sobre assassinos letais — perto de Mary Ann Cotton e Elizabeth Báthory, para citar apenas algumas, Jack, o Estripador ainda era um aprendiz.
Inspirado na coluna homônima da escritora Tori Telfer no site Jezebel.com, Lady Killers: Assassinas em Série é um dossiê de histórias sobre assassinas em série e seus crimes ao longo dos últimos séculos, e o material perfeito para você mergulhar fundo em suas mentes. Com um texto informativo e espirituoso, a
autora recapitula a vida de catorze mulheres com apetite para destruição, suas atrocidades e o legado de dor deixado por cada uma delas.
As histórias são narradas através de um necessário viés feminista. Telfer dispensa explicações preguiçosas e sexistas e disseca a complexidade da violência feminina e suas camadas. A autora também contesta os arquétipos — vovó gentil, mãe carinhosa, dama sensual, feiticeira traiçoeira, entre outros — e busca entender por que as mulheres foram reduzidas a definições tão superficiais.
Além disso, questiona a “amnésia coletiva” a respeito dos assassinatos cometidos por mulheres. Por que falamos de Ed Kemper e não de Nannie Doss, a Vovó Sorriso, que dominou as páginas dos jornais norteamericanos em 1950 por seu carisma e piadas mórbidas (ela matou quatro maridos)? Por que continuamos lembrando apenas de H.H. Holmes quando Kate Bender recebia viajantes em sua hospedaria (e assassinava todos que ousavam flertar com ela)? A linha que divide o bem e o mal atravessa o coração de todo ser humano.
Lady Killers: Assassinas em Série faz parte da coleção Crime Scene®: histórias reais, de assassinos reais, indicadas para quem tem o espírito investigador. Entre os títulos da coleção estão Casos de Família e Arquivos Serial Killers, de Ilana Casoy, e o best-seller Serial Killers: Anatomia do Mal, de Harold Schechter. O livro de Tori Telfer, ilustrado pela artista salvadorenha Jennifer Dahbura e complementado com uma rica pesquisa de imagens, se junta a estas grandes fontes de estudo para alimentar a mente dos darksiders mais curiosos.

Em Lady Killers iremos acompanhar histórias reais de assassinas em série. O livro vem dissecando a sociedade, a personalidade, e o machismo, afinal em determinadas épocas era impossível conceber a ideia de que uma mulher era capaz de matar com requintes de crueldade. 

A história tem uma narrativa sarcástica, viciante e com vários detalhes acerca dos casos. É realmente interessante como algumas dessas mulheres conseguiram passar tanto tempo livres, algumas até mesmo foram vistas como vitimas quando na verdade eram verdadeiros monstros. 
Em Chicago no começo do século XX houve um aumento de 400% de assassinatos de maridos cometidos por suas esposas, em sua grande maioria bastava que a esposa fosse bonita e aparentasse  estar arrependida, quanto mais bonita e "arrependida" ... maiores eram as chances dela de sair impune. Tillie klimek foi um exemplo diferente, ela não foi considerada bonita pelo júri/mídia, graças a isso foi condenada pelo tribunal a prisão perpetua. 

Somos apresentados a visão de que mulheres não mereciam a pena capital por seus crimes, alguns casos foram tão hediondos que essas mulheres foram as primeiras a seres condenadas a morte em seus países. 
Durante a leitura você encontrará 14 casos envolvendo diversos tipos de mulheres, em alguns elas estão sozinhas, mas em outros estão acompanhadas de outra mulher. 

Cada capítulo começa com uma ilustração e como sempre o trabalho de diagramação da editora está excelente. 
Foi uma leitura muito boa apesar dos casos hediondos, para mim que costumo acompanhar casos de assassinos em série foi uma leitura muito rica em detalhes na medida do possível.
Infelizmente tive de recorrer ao google em alguns momentos, pois a autora cita diversas coisas que não foram mostradas na leitura, tenho certeza que algumas fotos/artigos trariam um enriquecimento para a obra.
No mais não encontrei erros enquanto lia e não tenho muito para falar da edição física, visto que li a obra em ebook. 

“Veneno: para sempre, a arma das mulheres. Infiltra-se facilmente no lar. É sutil, silencioso, limpo. Veneno não deixa sangue no assoalho nem buracos nas paredes. Despejar um pouco de líquido incolor na sopa ou no vinho é a coisa mais simples do mundo. E quem, historicamente, fica em casa, cozinha a sopa e serve o vinho? Mulheres, é claro.”
 

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