Resenha: O Ceifador - Scythe

novembro 05, 2020

 


Autor: Neal Shusterman

Editora: Seguinte

Número de Páginas: 448

Ano: 2017

Avaliação:  ☆☆☆☆☆

Sinopse: Primeiro mandamento: matarás. A humanidade venceu todas as barreiras: fome, doenças, guerras, miséria... Até mesmo a morte. Agora os ceifadores são os únicos que podem pôr fim a uma vida, impedindo que o crescimento populacional vá além do limite e a Terra deixe de comportar a população por toda a eternidade.

Citra e Rowan são adolescentes escolhidos como aprendizes de ceifador - papel que nenhum dos dois quer desempenhar. Para receberem o anel e o manto da Ceifa, os adolescentes precisam dominar a arte da coleta, ou seja, precisam aprender a matar. Porém, se falharem em sua missão ou se a cumplicidade no treinamento se tornar algo mais, podem colocar a própria vida em risco.

Em 2042 o mundo mudou, a morte, a fome e todas as mazelas que assolavam na "Era na Mortalidade" não podem mais atingir os seres humanos. A velhice pode ser revertida, as doenças não afetam mais ninguém, o mundo é completamente diferente, mas isso tem um preço! Com os milhares de nascimentos e nenhuma morte, alguns humanos ficaram responsáveis por cuidar das mortes, eles são conhecidos como Ceifadores. 

Os Ceifadores são responsáveis pelo controle populacional e eles são a única instituição que a Nimbo-Cúmulo não interfere. A Nimbo-Cúmulo trata-se de uma inteligência artificial que vê tudo, sabe de tudo e armazena tudo. Não existem mais crimes graças a ela, tudo mudou drasticamente e diferente do que todo mundo pensa sobre deixar uma máquina governar, nessa distopia tudo foi diferente, a Nimbo-Cúmulo realmente pensa no bem da humanidade e quer o melhor para ela. 

Nesse cenário surreal que conhecemos Citra e Rowan, aprendizes de ceifadores. Eles foram escolhidos pelo ceifador Faraday, um homem integro que tem seu modo de agir e tenta fazer com que sua coleta (o ato de matar) seja o mais justo possível. 
Alguns ceifadores não pensam igual Faraday, eles acham que matar é um dom e deveria ser feito com mais frequência, que não deveriam existir cotas para as coletas, que os ceifadores deveriam coletar de acordo com a sua vontade. 

O leitor mergulha cada vez mais no mundo dos ceifadores e começa a ver que apesar de existirem seres humanos bons e que tentam fazer a ceifa ser uma organização justa, existem aqueles que são verdadeiros psicopatas que conseguiram o "direito" de matar e acham isso extremamente glorioso. 
Com uma narrativa intensa, regada de mortes, reviravoltas e cheia de questionamentos interessantes, O Ceifador dá inicio a uma trilogia maravilhosa que tem tudo para arrebatar corações. 

Rowan e Citra começam o livro odiando a ideia de serem ceifadores, mas existem muitas coisas em jogo, uma delas é que seus parentes recebem imunidade parente a Ceifa. Porém temos um problema, apenas um será escolhido para tornar-se ceifador, inclusive essa é a primeira vez que um ceifador escolhe dois aprendizes e isso pode acarretar grandes problemas para Citra e Rowan.

Com o decorrer da história a ceifa vai moldando os personagens, eles realmente desejam fazer a diferença. Infelizmente existe um grupo de ceifadores que costumam fazer coletas em massa, que adoram o ato de matar e fazem disso um verdadeiro espetáculo. Esse grupo tem suas próprias ideias sobre a ceifa e estão adquirindo cada vez mais adeptos, isso pode se tornar um verdadeiro massacre. 
O livro termina muito bem fechado então a continuação começará com novas tramas, por assim dizer. 
A medida que a leitura vai acontecendo é possível ler trechos de diários, os ceifadores mantém diários que são atualizados regularmente, um pequeno espaço onde eles colocam seus pensamentos mais sombrios e íntimos. Um espaço que deveria fazê-los lembrar de como é ser humano. 

Confesso que assim que lançou o ceifador eu não me empolguei muito com a história, nem tive vontade de ler. Mas, com o passar do tempo eu fui lendo as resenhas e percebi que seria bom dar uma chance para a leitura e não me arrependi nenhum pouco. Estou ansiosa para ler a continuação. 
Não posso opinar sobre a edição física, pois li o livro em ebook, mas não encontrei nenhum problema enquanto lia. 

“Você não pode mudar as leis sem antes mudar a natureza humana.”

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