Resenha: Eu destilo melanina e mel

 


Autora: Upile Chisala

Editora: Leya 

Número de Páginas: 128

Ano: 2020

Avaliação:  ☆☆☆

Sinopse: Após apresentar ao leitor brasileiro a poesia de Amanda Lovelace, autora dos best-sellers A princesa salva a si mesma neste livro e A bruxa não vai para a fogueira neste livro, a LeYa Brasil lança a jovem poeta africana Upile Chisala, nascida no Malawi. Seu livro Eu destilo melanina e mel é uma coleção de poemas curtos que tratam sobre o que é ser negra e mulher, sobre como nos tornamos quem somos e superamos a dor, a violência, o preconceito e os obstáculos, sobre como a alegria e a espiritualidade estão profundamente conectadas e sobre como as palavras têm o poder de transformar a nós mesmos e ao mundo ao nosso redor.

Em poemas corajosos que combinam ternura e contundência (Sou ao mesmo tempo mel e limão, diz um deles), Upile parte da própria experiência de viver como uma mulher negra no século 21 para, com muita sensibilidade, atingir leitores de qualquer gênero, idade e cor da pele. Sua escrita cativa e inspira, trafegando com destreza entre o lírico e o confessional em palavras que exalam liberdade e amor próprio. Num dos versos, ela afirma: Espero fazer com palavras o que dançarinos fazem com braços e pernas. E cumpre a promessa. Eu destilo melanina e mel é um livro para ser lido e relido.


Nesse livro encontraremos uma coleção de poemas curtos que abordam o que é ser uma mulher negra, sobre superar a dor e a violência, preconceitos e obstáculos. Os poemas apesar de curtos, tocam profundamente com suas palavras, a leitura fluí muito rápido e é impossível largar o livro de lado. 


Esse livro pode ser lido em um dia, mas sugiro que todos leiam com calma, é uma leitura que precisa ser apreciada. Com palavras inspiradoras, a autora vem trazendo poemas fortes e necessários, e apesar de estar um pouco saturada desse estilo de poesia, a leitura foi muito boa na medida do possível.  


Muitos dos poemas não falam exatamente comigo, por isso talvez a experiência da leitura não seja tão profunda, mas alguns poemas foram muito tocantes. Fiquei apenas incomodada com o uso de palavras repetidas, em alguns momentos achei tudo muito monótono. No mais creio que a poetisa tem potencial e espero que lance outros trabalhos. 

Li o livro em formato digital, por isso não posso comentar nada acerca da edição física; não encontrei erros enquanto lia. 


Espero fazer com palavras o que dançarinos fazem com braços e pernas.

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