F Resenha: O Conde Sovina - Lordes Imperfeitos | Seguindo o Coelho Branco

Resenha: O Conde Sovina - Lordes Imperfeitos

junho 12, 2021



Autora: Moira Bianchi 

Editora: Pitangus Editorial

Número de Páginas: 166

Ano: 2020

Avaliação: ☆☆☆

Sinopse: Ruby Bradley está longe de ser uma jovem comum. Apesar dos entraves da sociedade, ela consegue se envolver de alguma forma nos negócios da família – mesmo que a contragosto do pai e do irmão. Estar envolvida na loja de pianos, poder dar aulas de música e aguardar pela volta de seu prometido que está na guerra, esse é o limite que uma moça de família pode desejar sem ser taxada de desonrada. Evan O’Sullivan, o conde de Itsdale, é um homem com um passado difícil, que não se envolve nas graças das jovens londrinas, afinal ele precisa zelar por sua fortuna e título, e não tem tempo para tolices como namoricos. Até que ele coloca seus olhos em Ruby Bradley, e seus planos vão por água abaixo.
A Pitangus Editorial inicia neste mês a publicação da série “Lordes Imperfeitos”, das autoras Lucy Dib e Moira Bianchi. O primeiro livro da série, “O conde Sovina”, foi escrito por Moira e vai nos levar a Londres do século XIX e nos fazer suspirar com um romance austeniano simplesmente encantador.
Ruby não estava procurando um pretendente, ela já tinha um, a quilômetros e quilômetros de distância mar afora. Ela se contentava em ajudar o pai com a loja e de pianos e ministrar aulas como parte do acordo de venda dos instrumentos. Essa era uma pequena liberdade que Ruby agarrava com unhas e dentes. Mas sua vida muda quando o conde de Itsdale resolve lhe fazer uma proposta inusitada: ajuda-lo na tutoria de duas crianças francesas que passarão o verão em sua propriedade.
Num primeiro momento Ruby resiste, afinal ela não é uma criada, que disparate. Mas obrigada pelo pai, ela vai entrar nesse acordo, e descobrir que afinal de contas o amor pode estar mais perto do que ela pensa – apesar desse conde ser extremamente mão de vaca e ela ter que virar-se com duas crianças sem nem um vintém.
Um romance delicioso e delicado, que vai encantar o coração dos leitores, fazendo-os suspirar e torcer pela felicidade de Ruby a cada virar de páginas. Bailes glamorosos, Londres vitoriana, cartas de amor, intrigas, um cenário perfeito para os amantes de romance e de Jane Austen.

Ruby Bradley é uma jovem solteira, ela é filha de um vendedor de pianos, mas por ter nascido mulher lhe restou o cargo de ajudante, inclusive seu pai possuí uma loja de pianos tendo o filho homem como sócio - Henry, um magnifico afinador de instrumentos -, mas a situação financeira do estabelecimento não vai nada bem. Ruby tenta fazer de tudo para ajudar, mas devido a sua posição social as coisas ficam muito complicadas para ela.

Ruby sempre que pode oferece seus serviços para ensinar os outros a tocar, isso pode fazer com que a loja do pai seja bem mais sucedida e é pensando nisso que ela oferece seus serviços ao conde, mas o mesmo tem outros planos para ela. Evan deseja que Ruby faça outros serviços, e em troca disso ele falará muito bem da loja Bradley e Filho, isso poderá trazer muitos clientes para eles, mas Ruby acaba ficando ofendida com a proposta feita pelo Conde. Sem contar que ele é um tremendo mão de vaca e não deseja pagar pelos serviços da moça. 

O Conde se vê em uma situação em que precisa conversar com o pai de Ruby e esclarecer o que deseja, depois que tudo começa a entrar nos eixos, é que as coisas começam a ficar mais complicadas. Ruby está apenas cuidando dos filhos do primo distante do Conde, mas mesmo assim a presença de Evan começa a mexer com ela, enquanto isso o Conde se vê em uma situação complicada, ele precisa proteger a sua fortuna o máximo possível, mas está cada vez mais interessado em Ruby.

Evan passou por muitas necessidades enquanto vivia na Irlanda com a família, a fome assolou o país alguns anos atrás e isso foi devastador para ele e para os seus, por isso ele nunca gasta além do necessário, sempre tenta poupar o máximo possível para que nada mais faça sua família passar necessidades. A chegada dos filhos do primo - que ele nem sabia que existiam - acabou pegando-o desprevenido. 

Ruby é extremamente meiga e deseja mais que tudo ajudar sua família, ela está ciente das obrigações que a sociedade impõe para as mulheres, mas fará de tudo para se manter forte para os seus. 
Ela conquista todos a sua volta, até mesmo Evan, que acha um grande desperdício casar, pois isso requer muitos gastos e com certeza seria um grande problema ter uma família. 
Confesso que não consegui me conectar com Evan, ele é um péssimo personagem e apesar de entender toda a situação traumática em que ele esteve, Evan é muito pretensioso e egoísta, não consegui achar graça das cenas que claramente foram escritas para serem engraçadas, pois o comportamento dele foi péssimo. 

Por ser um livro curto os personagens não foram muito aprofundados e a escrita não foi tão fluida quanto eu esperava. Sei que trata-se de um romance de época - eu amo romances de época -, mas a linguagem utilizada não funcionou nenhum pouco para mim! Eu entendo que inclusive alguns autores preferem utilizar um vocabulário mais rebuscado e adequado a época em que o livro se passa, mas aqui ficou um pouco artificial demais e isso atrapalhou muito a minha conexão com a história. 
Creio que uma linguagem um pouquinho mais atual teria melhorado muito minha experiência!

No geral foi um livro ok na medida do possível, mas eu torci muito para que o interesse amoroso da protagonista fosse qualquer pessoa, menos o Conde. Apesar das coisas citadas acima, eu espero que você possam ler e tirar suas próprias conclusões. Afinal o que não funcionou para mim pode muito bem funcionar para você. 
O livro está disponível na versão em ebook na amazon e não encontrei nenhum erro enquanto lia, nessa parte eu tenho apenas elogios a tecer, pois foi muito bem revisado. 

Diz a lenda que os príncipes são encantados, os mocinhos são heróis, e as lindas donzelas se apaixonam justamente pela perfeição incrustada no varão perfeito ... Mas sabemos que a paixão apenas nos faz suportar o fato de que todo homem tem defeitos (perdoem-nos as sonhadoras).


Postar um comentário