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Resenha: Love [A história de Lisey]

janeiro 04, 2022

 

Autor: Stephen King 

Editora: Suma

Número de Páginas: 536

Ano: 2021

Avaliação:  ☆☆☆☆

Sinopse: Uma história de amor, de um casamento, de uma esposa dedicada e de um escritor bem-sucedido. Uma história de violência, de trauma e de loucura ― e sobre os segredos que permanecem após a morte. A história de Lisey está só começando.
Dois anos após a morte do marido, Lisey Landon decide que é hora de colocar os papéis dele em ordem. Afinal, Scott Landon era um escritor de sucesso, e há diversas partes interessadas em qualquer trabalho inédito deixado por ele, embora ela esteja determinada a recusar qualquer oferta.
Casados por vinte e cinco anos, os dois compartilhavam de uma intimidade profunda e muitas vezes assustadora. Logo no início do relacionamento, Lisey descobriu de onde Scott tirava suas ideias ― um lugar capaz de curá-lo ou devorá-lo, chamado Boo’ya Moon.
Quando é contatada por Zack McCool, um homem desagradável que diz que ela deve entregar os manuscritos ou sofrer as consequências, chega a vez de Lisey encarar os demônios que assombravam Scott ― e que agora podem ajudar a protegê-la. Assim, o esforço de uma viúva para organizar o escritório de seu célebre marido se transforma em uma jornada quase fatal ao mundo sombrio que ele habitava.
Um dos livros mais poderosos e íntimos de Stephen King, Love: A História de Lisey fala sobre a fonte da criatividade, as tentações da loucura e a linguagem secreta do amor.

Lisey Landon tem dificuldades de mexer nas coisas do marido, mesmo 2 anos após a sua morte. O problema é que ela precisa catalogar todas essas coisas, várias pessoas estão interessadas nos manuscritos de Scott e farão qualquer coisa para conseguir por as mãos neles.
O leitor já começa sabendo da morte de Scott, então no decorrer da leitura teremos flashs para sabermos um pouco sobre o passado dele, passado esse que foi sendo revelado para sua esposa durante os 25 anos de casamento. 

A narrativa alterna entre os pontos de vista de Scott e sua esposa, vemos o passado e o presente caminhando juntos, atualmente a irmã de Lisey está em um surto psicótico - algo que já superou no passado -, mas talvez haja uma hipótese que ela não consiga se recuperar desse. 
Também temos um personagem novo surgindo: Zack McCool, ele aproxima-se de Lisey com o intuito de conseguir os manuscritos do marido dela e talvez Lisey não tenha noção do que Zack fará para conseguir isso.

Esse é um livro sobre perdas e amor, Lisey passa por um luto profundo, chega a sofrer de forma muito visceral a perda/falta do marido. O relacionamento deles é bem narrado, vemos que os personagens conhecem as coisas mais obscuras um do outro e mesmo assim se mantiveram unidos, eles dois nutrem um amor sincero um pelo outro. 

Percebi porque o King gostou muito de escrever esse livro, vemos ele descrevendo como funciona a mente de um escritor, através de Scott e de sua rotina o autor usa metáforas para apresentar o processo. 
Scott foi um grande escritor de sucesso, mas existe algo por detrás de toda a sua criatividade. Boo'ya moon é um tipo de lugar que Scott conseguia acessar, era um local que ele ia para ter suas ideias, escapar de algum tipo de sofrimento ou se curar. Mas, nem sempre era um local seguro e se você não fosse esperto o suficiente poderia cair nas garras do perigo. Vou parar por aqui de falar sobre Boo'ya moon para não estragar a surpresa da leitura.

Esse livro é uma bela história sobre as relações humanas e toda a sua complexidade, mas aviso desde já que a leitura demora um pouco para engatar. O autor como sempre continua sendo bastante descritivo, mas nesse livro ele meio que ultrapassou isso, creio que esse tenha sido um dos motivos que eu demorei para me envolver, mas depois de um tempo eu não conseguia parar de ler. 
Love é uma história sobre amor, o tipo de amor que nem mesmo a morte consegue anular. Sei que esse livro não funcionou para muitas pessoas, então sugiro não começar a ler King por ele, depois que estiver mais acostumado com o estilo do autor pegue este livro e aprecie.

Mas depois pensa nele saindo do escuro, estendendo para ela os destroços sanguinolentos da mão, a voz cheia de júbilo e alívio. Um alívio enlouquecido. Lembra-se do que pensou enquanto envolvia aquele estrago com a blusa: que ele podia estar apaixonado por ela, mas também estava um pouco apaixonado pela morte.



 

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