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Resenha: É assim que se perde a guerra do tempo

março 11, 2022

 

Autores: Amal El-Mohtar e Max Gladstone

Editora: Suma

Número de Páginas: 224

Ano: 2021

Avaliação:  ☆☆☆☆☆

Sinopse: Entre as cinzas de um mundo em ruínas, uma soldada encontra uma carta que diz: Queime antes de ler. E assim tem início uma correspondência improvável entre duas agentes de facções rivais travando uma guerra através do tempo e espaço para assegurar o melhor futuro para seus respectivos times. E então, o que começa como uma provocação se transforma em algo mais.
Um romance épico que põe em jogo o passado e o futuro. Se elas forem descobertas, o destino será a morte. Ainda há uma guerra sendo travada, afinal. E alguém precisa vencer.

Red e Blue são agentes que se movem através dos fios do tempo, não importa qual época ou o destino, cada uma se move para onde precisa estar. As duas são de agências diferentes e estão travando uma guerra temporal há algum tempo, as vezes Jardim progride em algumas missões, outras vezes a Agência ganha algumas batalhas. 

As duas são meros peões e fazem o que é ordenado, mas começam a trocar cartas com o passar dos anos. O que começou sendo uma provocação de guerra acabou tornando-se amor, e a medida que o leitor vira as páginas vamos conhecendo um pouco mais sobre Red e Blue. 
Se alguma das agências suspeitar que uma delas está trocando cartas com a outra, o ato pode ser considerado traição, mas mesmo com o perigo iminente, as duas continuam trocando cartas e conhecendo um pouco mais sobre a outra. 

As cartas são poéticas e podem ser encontradas em qualquer lugar, a tecnologia é bastante interessante, mas o leitor não tem muitos detalhes sobre. Apesar disso não deixa de ser intrigante o modo como cada uma entende que em uma pétala de flor ou em uma pintura na parede existe uma carta codificada. 
O livro é narrado em primeira pessoa com capítulos alternados entre Red e Blue, então o leitor tem um pequeno vislumbre sobre alguns detalhes de cada facção do tempo, mas nada de muito profundo.

Infelizmente a narrativa não foca na guerra em si, mas em Red e Blue conhecendo uma a outra através do tempo, foca no amor das duas crescendo a medida que elas se conhecem e no perigo de estar sendo perseguidas através dos fios do tempo. 
Esse é um livro para ler com calma, apesar de ser curto os capítulos são poéticos e cheios de sentimentos profundos, e faz com que o leitor torça para a felicidade das duas. 

Não é um livro que funciona para todo mundo, muitas pessoas querem focar na guerra temporal e em como as agências funcionam, mas isso não é tão descrito em detalhes e esse não é o foco da leitura! Então por não ter tantos detalhes sobre o lado da ficção cientifica algumas pessoas acabam abandonando o livro. No começo é tudo um pouco confuso, mas a medida que você vai lendo a história parece se encaixar aos poucos.
Gostei muito da história, não imaginava que ficaria tão apaixonada por esse livro e fiquei chocada quando entendi o que estava acontecendo no final, foi realmente uma leitura surpreendente. 

A título de curiosidade, essa obra ganhou três dos maiores prêmios da literatura (Nebula, Hugo e Loctus).
O livro foi disponibilizado para mim na versão digital através da plataforma netgalley, mas pretendo adquirir o físico para ter na estante e reler sempre que puder. 



Um comentário

  1. Este é um livro tão elogiado, mas acredita que ainda não o li?
    Parece um enredo ao mesmo tempo caótico e poético, diferente demais de tudo que lemos e temos por aí.
    Vai pra listinha de muito desejados com certeza!!!
    Beijo

    Angela Cunha/O Vazio na flor

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