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Resenha: Liberta-me

março 22, 2022

 

Autora: Tahereh Mafi 

Editora: Universo dos Livros

Número de Páginas: 448

Ano: 2020

Avaliação:  ☆☆☆☆ [4.5]

Sinopse: Após escapar do Restabelecimento e encontrar a sede da resistência rebelde – um lugar para pessoas com dons, como ela –, Juliette enfim se sente livre… livre do plano de ser usada como arma e livre para amar. Mas ela nunca estará livre de seu toque letal. Nem da guerra que se aproxima.
Assombrada pelo passado e aterrorizada com o futuro, ela sabe que precisa tomar decisões capazes de mudar sua vida, entre o que quer e o que acredita ser correto. Decisões que podem envolver escolhas entre seu coração e a vida de alguém.

Nesse segundo livro Juliette está segura nas instalações da resistência, existem outras pessoas iguais a ela no quesito de possuir um dom, mas ninguém ali é tão forte e letal quanto ela. Juliette passa seus primeiros dias com medo de tocar em alguém, sente pena de si mesma e em boa parte da trama se mostra uma personagem chata que não quer aceitar qual é seu destino, mas as coisas começam a mudar levemente quando ela descobre que Adam esconde um segredo.

A garota começa a treinar, a conhecer mais pessoas na instalação e todos tentam ajudá-la a se encaixar, mas parece que Juliette tenta se autossabotar o tempo todo. O leitor fica boa parte do livro revirando os olhos para as atitudes da personagem, mas quando ela precisa ir em uma missão de resgate e perde o controle, a trama começa a ficar interessante!

A medida que as páginas vão passando e algumas reviravoltas começam a acontecer, o ritmo da trama começa a crescer. Vemos um pouco sobre o passado de Adam e como ele está tentando desesperadamente continuar sendo o namorado de Juliette, mas esse relacionamento não faz nenhum pouco bem para eles no momento. Descobrimos também o passado de Warner e todas as coisas terríveis que seu pai o submeteu.
Conhecemos diversos personagens novos, o leitor vê um pouco mais sobre como a resistência age e diversas outras coisas, a guerra está prestes a acontecer e se eles quiserem sobreviver precisam estar preparados a qualquer momento. 

Com sentimentos intensos, esse segundo livro nos mostra que nem todo mundo é 100% bom ou mal. Foi uma leitura que começou um pouco lenta, mas que progrediu muito bem e teve um final ótimo, não foi um livro corrido e a autora soube desenvolver bem as situações na medida do possível. Mas, fiquei com raiva da Juliette passando boa parte da história choramingando enquanto as pessoas estão lutando para ficar vivas.

Kenji disparado é um dos melhores personagens do livro, é fácil de gostar dele. Warner é um personagem que eu gosto muito apesar do caráter duvidoso (passei um pouco de raiva com ele no primeiro livro) e Adam é alguém que eu simplesmente não consigo engolir.
Apesar de desgostar bastante das atitudes da Juliette, gostei muito da trama no geral, tem muito coisa para ser aproveitada e estou ansiosa pela leitura do próximo livro, pois todos dizem ser o melhor da série. 
Não encontrei erros enquanto lia e gostei muito da diagramação do livro.



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