18 fevereiro 2015

Resenha: Caixa de Pássaros (Clube da Liga)


O post funciona como uma coluna, na qual vocês, leitores, poderão conferir a resenha coletiva seguida da opinião individual de cada blogueiro e ainda vão poder participar da promoção para concorrer ao livro do mês. Aproveitem!
Obs: Esse mês eu não estou participando da promoção, porém outros blogs que fazem parte do clube estão.


Autor: Josh Malerman
Editora: Intrínseca
Número de páginas: 272
Ano: 2015
Avaliação☆☆☆☆

Sinopse: Caixa de Pássaros - Romance de estreia de Josh Malerman, Caixa de pássaros é um thriller psicológico tenso e aterrorizante, que explora a essência do medo. Uma história que vai deixar o leitor completamente sem fôlego mesmo depois de terminar de ler. Basta uma olhadela para desencadear um impulso violento e incontrolável que acabará em suicídio. Ninguém é imune e ninguém sabe o que provoca essa reação nas pessoas. Cinco anos depois do surto ter começado, restaram poucos sobreviventes, entre eles Malorie e dois filhos pequenos. Ela sonha em fugir para um local onde a família possa ficar em segurança, mas a viagem que tem pela frente é assustadora: uma decisão errada e eles morrerão.
Resenha Coletiva:

Um misterioso surto começou a ser noticiado na TV, se espalhou pela internet e fez a população entrar em pânico. Alguma coisa desencadeou uma reação terrível nas pessoas, fazendo com que elas atacassem as outras brutalmente e depois cometessem suicídio da forma mais bizarra possível. Ninguém sabe de onde isso surgiu e por que se espalhou em escala global. A única coisa que se sabe é que basta estar de olhos abertos para ser afetado.

O livro possui uma narrativa empolgante que não deixa o leitor perdido nas mudanças de capítulos entre o passado e o presente da protagonista Malorie. Começa contando desde quando ela vivia uma vida normal até o seu presente, em que ela luta pela sobrevivência. Isso é surpreendente pela sagacidade do autor em transpor a barreira do tempo e dançar entre passado distante, passado imediato e presente, sem deixar o leitor sequer desorientado.

Cada personagem tem suas particularidades, e todos são importantes na trama para torná-la ainda mais angustiante e nada previsível. Malorie não apenas retrata a luta pela sobrevivência em um ambiente caótico como também sintetiza vários temores maternos.

O autor apresenta um enredo bem articulado numa narrativa fluida e enigmática permeada de situações cabulosas e inimagináveis, interligando os fatos cuidadosamente. Esse é o diferencial da história criada por Josh: ele estimula o leitor a especular em busca de algo racional, a buscar explicações e criar teorias. A ansiedade em descobrir o que são as criaturas, de onde surgiram e como agiam, te faz virar cada página.

Como sempre, a Intrínseca arrasou no trabalho gráfico. A capa transmite ao leitor o clima de tensão e escuridão do livro, de bônus ela apresenta uma textura levemente áspera, simulando uma caixa. Sua diagramação é simples, com folhas amareladas, letras capitulares, fontes e margens confortáveis. As primeiras páginas trazem galhos de árvores secas (típicas de florestas mal assombradas) para você já entrar no clima, os quais se repetem no início de cada capítulo.

Opinião pessoal:

Enxergar nesse novo mundo infelizmente não é algo seguro, porque o perigo está lá fora a espreita, esperando para aparecer diante de seus olhos. Como absolutamente ninguém sabe o que de fato há lá fora as pessoas pelo mundo começam a tampar qualquer fresta que possa mostrar o mundo fora de suas casas, pois ao olhar para algo (ou alguma coisa) a pessoa acaba tirando a própria vida.
Infelizmente me frustei um pouco com o final porque ele é aberto, e isso me deixou completamente maluca porque eu necessito de algo mais concreto para me segurar. Queria muito que tivesse alguma continuação confirmada para saber com o que exatamente estamos lidado, porém mesmo assim é uma leitura que vale extremamente a pena.

Clube do Livro da Liga:


O Clube do Livro da Liga é formado por amigos que resolveram arriscar uma leitura coletiva e se surpreenderam com a interação que foi proporcionada. Temos muitos gostos e ideias em comum, além de muitas discussões e risadas. Ninguém nunca irá nos entender, ainda bem. O post funciona como uma coluna, na qual vocês, leitores, poderão conferir a resenha coletiva seguida da opinião individual de cada participante, e ainda vão poder participar da promoção para concorrer ao livro do mês! Aproveitem!

Alice Aguiar: 28 anos.Toca ukulele nas horas vagas (não muito bem), estudante de letras, viciada em quadrinhos, filmes, podcast, seriados e música japonesa. Casada, escritora de fanfics, colecionadora de bloquinhos e senhora das sombras a procura de um parabatai.

4 comentários

  1. Também queria um final com mais explicações, por exemplo onde Gary foi parar? Quem era o cara do rio? Porque tem pessoas que não enlouquecem (a ponto de se matar, por que loucos eles estavam e isso ninguém nega) ? Mas foi realmente muito bom ler este livro, apesar da insistência do meu cérebro desde que acabei o livro fico narrando o que acontece ao meu redor e não consigo deixar de pensar que se eu estivesse no lugar da Malore, com certeza não haveria história e coitada das crianças ;-; bom é isso e adorei sua resenha, vlw mas tava pesquisando uma continuação :v mas valeu a pena ^^

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  2. Adorei o livro , só acho que tudo tem que ter uma explicação, porque ela pergunta se o homem da gravação esta la em Tucker , se ela mesma enterrou Tom, o que eram as criaturas , Gary nao sabemos que aconteceu com ele , porque ele nao era afetado tinha que ser mais claro e como as pessoas enlouqueciam e se suicidavam em seguida, mas foi uma boa leitura .

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  3. [ESSE COMENTÁRIO CONTÉM SPOILERS!]

    Depois de ler esse livro, fiquei encucado com umas coisas:
    -Como é possível, em um mesmo dia, Malorie e Olympia terem suas crianças, todo mundo morrer e o tal do Rick ligar?
    -Por que o tal do Gary via as criaturas e não se matava? Seria ele Deus, o capiroto, ou seria verdade o seu argumento que só perderia a sanidade aquele que não via o mundo da mesma forma que ele?
    -Gostaria muito de saber, na íntegra, o que aconteceu no dia em que todos morreram!

    Apesar desses pontos, o livro é muito interessante, explora bem os sentimentos de angústia, pavor e medo em um mundo onde não se pode abrir os olhos...

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    Respostas
    1. Foi apenas coincidência, o que me deixou triste e puta da vida. Se não fosse o maluco do Gary enfiando coisas na cabeça do Don, todos eles estariam vivos e teriam todos ido morar na tal instituição. Eles morreram bem no dia em que eles receberiam a ligação que salvariam a vida deles! :c
      Agora, sobre esse Gary, fiquei cheia de perguntas, o que me incomodou um pouco. O final do livro até que me agradou, mas senti que faltaram coisas sobre esse personagem, que aliás é a pergunta de todo mundo que leu o livro: Porque capetildes ele conseguia ver as criaturas e não morreu? pode ser mesmo que ele tenha razão sobre a teoria dele, mas cara, algo me diz que não pode ser isso. Acho que tem haver com aquela questão que o autor abordar no início do livro: O que será que acontece com um louco, se ele enlouquecer? Poderia ficar mais louco?
      Pode ser que a loucura não cause efeitos sobre os que já são loucos. Sabe o cara do rio? Pode ser que ele também era um louco, ele falava como Gary, para ela abrir os olhos e tudo mais. Maaaas , isso ainda não explica as criaturas e o porque de tudo aquilo estar acontecendo, mas talvez essa seja a intenção do autor, te vendar como vendou os personagens durante toda a história. Porém pra mim, as criaturas só podem ser et's.

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