Resenha: Aprendiz de Assassino

janeiro 15, 2020


Autor: Robin Hobb
Editora: Suma
Número de Páginas: 376
Ano: 2019
Avaliação:  ☆☆☆☆
Sinopse: Com personagens cativantes, tramas políticas complexas e lutas cheias de magia e reviravoltas, O Aprendiz de Assassino é tudo o que um fã do gênero pode esperar de uma ótima fantasia épica.
Fitz tem seis anos de idade quando seu avô o joga aos pés de um guarda real e anuncia que a partir de então o pai deve cuidar do bastardo que produziu ― e o pai de Fitz é ninguém menos que Chilvary Farseer, o príncipe herdeiro dos Seis Ducados.
Excluído pela realeza, mas importante demais para ser abandonado, Fitz é criado à sombra da corte, protegido pelo mestre dos estábulos e crescendo em meio aos criados e plebeus da Cidade de Torre do Cervo.
No entanto, um bastardo real é uma peça perigosa, e o rei Shrewd não demora a convocá-lo. Carregando no sangue a magia ancestral do Talento e uma habilidade ainda mais instintiva de se comunicar com os animais, Fitz passa a ser treinado para se tornar um assassino a serviço do rei.
Quando saqueadores selvagens começam a atacar as regiões costeiras dos Seis Ducados, Fitz recebe sua primeira missão. Embora alguns o vejam como uma ameaça, o jovem bastardo vai provar que pode ser a chave para a sobrevivência do reino.

Com uma narrativa em primeira pessoa, conheceremos Fitz. Ele é filho do príncipe herdeiro dos Seis Ducados, mas trata-se de um filho bastardo e como a família real não sabe o que fazer com ele, seu avô materno leva-o até o castelo da Cidade de Torre do Cervo e o abandona.
Fitz cresce em meio aos criados, aprende a lidar com diversas coisas e animais, mas nele cresce uma habilidade antiga, uma magia ancestral, ele tem a habilidade de comunicar-se com animais.

No mundo em que Fitz mora existe a Manha, uma magia que é tida como algo proibido. Mas, também existe o Talento, uma magia voltada para a conexão humana de telepatia e controle mental. Mas, essa magia é apenas ensina a jovens previamente selecionados, mas devido ao seu enfraquecimento faz muito tempo desde que alguém foi treinado nessa arte.

Apesar de ser um filho bastardo, ele ainda tem sangue real e por isso deve ser devidamente treinado. Enquanto isso acontece, Fitz recebe uma visita muito inesperada. O Rei Shrewd aparece exigindo fidelidade do garoto e deseja que ele participe do treinamento de assassino do rei.
Enquanto ele é instruído em diversas artes, ele treina secretamente a arte do matar a serviço de seu rei de forma silenciosa.
Após alguns problemas ameaçarem os Seis Ducados, Fitz é enviado em sua primeira missão e a falha não é uma opção! Em meio a segredos, traições e intrigas, Fitz terá que lidar com sua magia proibida, com as ameaças que o cercam e terá de construir seu próprio caminho se quiser sobreviver.

Após um começo lento e levemente chato, damos início a uma aventura de tirar o fôlego. Como é de costume, temos aquela enorme explicação e introdução ao universo da fantasia em questão [algo bem típico do gênero] antes de finalmente começarmos a aventura. Então caso sinta-se tentado a desistir logo no começo, sugiro que insista mais um pouco, tenho certeza que irá se surpreender.

Confesso que mesmo gostando muito da leitura eu não conseguir ver o Fitz como um assassino, sei lá, talvez com um tempo ele passe a vibe que mataria qualquer um a serviço do rei, mas no momento ele parece que precisa crescer muito.

O livro originalmente foi lançado 1995, mas só veio ao Brasil em 2013 pela editora Leya. Atualmente relançado pela Suma com modificações. Anteriormente o nome dos personagens eram traduzidos, mas a editora resolver manter os nomes originais.
Temos um glossário e mapa para o leitor se situar nesse novo universo, gostei bastante da edição, mas temos uns leves erros durante a leitura.
No mais gostei muito da capa e dos detalhes em prata, um trabalho muito bonito.

P.s: A série em si é dividida e no total possui 16 livros.


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