28 agosto 2012

Resenha: Ghostgirl


Autora: Tonya Hurley
Editora: Agir
Número de Páginas: 328
Ano: 2011
Avaliação:  ☆☆☆

Sinopse: Charlotte Usher está no último ano do ensino médio e se sente praticamente invisível na escola, até que um dia fica invisível de verdade. Pior ainda: morre. E tudo por causa de um cara e uma bala de goma. Mas ela está tão desesperada para ser popular que o desejo permanece mesmo após sua morte repentina. Aproveitando suas habilidades de fantasma, Charlotte não descansará enquanto não conseguir o amor de Damen, o garoto dos seus sonhos. Romance de estreia da autora e cineasta Tonya Hurley e best-seller da lista do New York Times, o livro foi traduzido para mais de vinte idiomas, incluindo francês e espanhol, e é o primeiro volume da trilogia Ghostgirl.

Para começo de conversa a capa está de parabéns, muito bem desenhada, se a pessoa tiver o livro ou puder ter a oportunidade de pega-lo em mãos verá que a capa é vazada, e aonde a personagem Charlotte está é vazado representando um caixão, as páginas são bem detalhadas com desenhos delicados e no inicio de cada capitulo tem uma página com a Chalotte em preto e branco, uma pequena frase de outro autor que tenha haver com o capitulo (sim a escritora pegou frases de autores de diversos livros) e logo em seguida (na parte de trás da página), tem uma foha toda preta explicando algo relacionado ao capitulo, como se fosse um mini resumo para te induzir a entender o que acontecerá no capitulo implicitamente.

Confesso que o motivo do livro me cativar foi a capa e a história que tem um enredo diferente, pensei que seria algo bem escrito e detalhado, mas me enganei, é ai que a escritora vacilou um pouco.
A Charllote e os demais fantasmas que aparecem no decorrer do livro são bastante superficiais, não sei porque não colocaram nada há mais fora a morte deles, sinceramente me pareceu que a escritora não queria entrar em detalhes, só disse apenas que os adolescentes quando morrem não pensam nos pais, por isso eles não sentiam falta da família depois de mortos e por ai vai, achei estranho isso.

O livro também é escrito de forma forçada na parte das bandas, a escritora coloca a popularidade dos adolescentes fúteis em um patamar muito alto, como se fosse bom ser popular, algo que é o que a maioria dos adolescentes quer.
Mas, o livro também tem seus lados positivos, uma forma legal de humor, com tiradas com uma pitada de humor negro, uma personagem bem interessante, que é a Scarlet, a irmã da Petula.

Confesso que a Petula é aquele tipo de personagem nojenta é extremamente fútil que se aproveita dos outros, aquele personagem que quando você lê sobre ele sente o desejo incontrolável que ele morra - risos. Sério eu queria que ela morresse, não gosto dela no livro, nisso a autora acertou, pois o personagem é bem do jeitinho que deveria ser.

A Charllote é a personagem principal, porém entrei em discussão interna sobre isso, afinal, se ela é personagem principal porque a Scarlet é a que mais se destaca? Creio que seja pela personalidade forte, e jeito único, coisa que a Charllote não tem porque ela quer ser popular e ser igual as outras meninas, enquanto a Scarllet quer ser apenas ela mesma e viver a vida do jeito dela, sem toda essa popularidade.

O livro não tem uma trama tão elaborada, algumas coisas eu achei previsível, porém ele conseguiu me prender até o final.
Acabou entrando para um dos meus favoritos porque gostei do humor negro, da capa, e da personagem Scarlet, isso foi o que salvou o livro para mim. Se alguém for ler e esperar coisas mirabolantes desse livro, vai se arrepender.
E como a Charllote vai ajudar o garoto que ela ama se está morta? Esse é o verdadeiro X da questão o livro envolve toda a trama basicamente em torno disso. E de como a Charllote tem que "viver a vida" estando morta.

26 agosto 2012

Aniversário do blog #03 meses


 Créditos da Imagem: Mundo Kawaii Gifs



Hoje faço 3 meses de blog :)
Quem diria que meu blog ia crescer tanto quanto está agora, eu o usava apenas para uso pessoal. Para desabafar e demorava para escrever aqui. Deixei mais ou menos ele de lado quase um mês, exclui ele e depois voltei de novo.
Conheci pessoas legais, consegui parcerias  com editoras e mais parcerias virão, tenho uma escritora como parceira no blog,  tenho uma postadora muito legal que está de folguinha curtindo a vida.
Tenho muito que aprender, ninguém nasce sabendo e ainda tenho 3 acusações de plágio mau sucedidas sem nenhum fundamento, é muita coisa para pouco tempo, sendo que só de um mês para cá que eu realmente comecei a usar o blog.
Espero poder chegar a 200 seguidores, depois 500 e quem sabe 1.000, receber tantos comentários por dia que eu nem consiga responder tudo mesmo com todo tempo do mundo.
Quero fazer postagens legais, resenhas e promoções que todos gostem.

E acima de tudo quero agradecer a todas as pessoas que comentam aqui todos os dias, que me apoiam e acima de tudo que curtem o trabalho que eu tenho por aqui nesse cantinho.

Obrigado a todos e um ótimo domingo. 

25 agosto 2012

Resenha: Hoje eu sou Alice



Autora: Alice Jamieson
Editora: Larousse do Brasil
Ano: 2010
Número de Páginas: 336
Avaliação☆☆☆☆☆

Sinopse: Em ‘Hoje eu sou Alice’ a autora relata a jornada de uma vítima de transtorno de múltipla personalidade, que precisou lutar contra a anorexia, o álcool e contra nove personalidades alternativas que emergiram após ficarem adormecidas diante de uma infância cruel. Sem controle, Alice entregou-se a elas – e sua vida passou a ser um caleidoscópio de acontecimentos e revelações. Este é o relato sobre uma doença e sobre a história de uma mulher que decidiu lutar contra a realidade e a imaginação.


A pequena Alice com seis meses de idade sofria abusos sexuais do seu pai até a adolescência, isso foi de cara um choque porque quem aqui não confia no seu pai? Quem aqui não se sente protegidos com os pais?
A garota vivia em uma família que era tida como "família modelo". Com um irmão quatro anos mais velhos, pais que viviam como um casal feliz e aparentemente bem perante a sociedade, a grota se sente sem rumo porque causa das coisas que o pai faz com ela.

A confiança que ela deposita nele é enorme, afinal é o pai dela! Então ela se sente na obrigação se der uma boa filha, de ser a filhinha do papai.
Nesse meio tempo Alice acaba criando personalidades múltiplas como mecanismo de auto defesa contra os abusos que sofria. Quando eles aconteciam a pequena Alice se transportava para "outro mundo", um local que fosse fora da realidade, fora daquele corpo que está sendo machucado, humilhado, torturado pelo pai, ela se vê distante das atrocidades e as personalidades vão tomando conta dela devagar fazendo com que ela bloqueie os acontecimentos ruins na infância e adolescência.
Depois ela começa a ficar com manias, anoréxica e os sinais da sua doença mental acabam aparecendo aos poucos.

A mãe tentou leva-la ao médico, tentou ajuda-la, mas Alice não consegue se abrir, não consegue expressar o que está sentindo, afinal nem ela sabe ao certo porque suas personalidades escondem as lembranças mais sombrias da sua mente.
Ela não consegue se relacionar com outros rapazes, não entende o que se passa com o corpo e a mente dela, afinal ela quer ter um contato com outro garoto da sua idade, mas não consegue, tem flash e acaba pensando que é uma filha muito ruim por pensar essas coisas do próprio pai.
Já na época do seu mestrado, ela se vê em frente ao problema, Alice se da conta dos abusos que sofria por causa do pai e começa a ouvir com mais frequência as vozes em sua cabeça.
Uma delas é O Professor, ele odeia Alice com todas as suas forças, ele quer que ela morra, mas no fundo eu acho que seja ela que está pedindo por socorro, morrendo por dentro e tentando demonstrar a repulsa que sente por de si por causa das coisas que o pai fez com ela. Essa é apenas uma das personalidades que ela tem, que vão desde o professor até um pequeno garotinho chorão que gosta de brincar.

Alice começa a ter apagões e acorda em lugares diferentes, machucada e começa a achar que está enlouquecendo.
Confesso que senti ódio do pai dela, queria que ele morresse, e o pior.. esse livro é um relato verídico de algo que aconteceu a apenas alguns anos.
Ela enfrenta o pai, acabando indo se tratar e por fim com a ajuda de seus médicos e remédios acaba escrevendo esse livro incrivelmente emocionante para poder desabafar e ajudar crianças assustadas e pessoas que passaram por qualquer forma de abuso, afinal é o mundo em que vivemos e infelizmente isso acontece.
E um relato muito forte. Esse é um dos livros que eu recomendo, porém, se você for sensível demais não leia.